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Mães surdas contam com apoio em Libras no momento do nascimento em Alagoas: “respeito à diversidade”

Foto: Pei Fon

Em fevereiro desse ano, Aline Bastos, que é pessoa surda, foi atendida pelo programa Parto Acessível para dar à luz a Gael Luccas, o terceiro filho dela. A iniciativa é mais uma ação inclusiva do Governo do Estado, desenvolvida pela Secdef. O trabalho visa garantir acessibilidade durante toda a gravidez.

Patrícia Lira explicou que a equipe garantiu toda a comunicação entre a equipe médica e os pais da criança para que participem ativamente de todas as decisões e etapas do parto. O esposo de Aline, Luan Silva, também é surdo.

Secdef fomenta cultura surda

Para fomentar uma comunicação mais inclusiva e acessível no serviço público estadual, a Secdef tem ofertado cursos de Libras Básico I, por meio dos intérpretes da CIL. “Além da inclusão social, as aulas visam à promoção do respeito à diversidade entre os servidores e a comunidade surda”, garante Patrícia.

 Foto: Arquivo Secdef

O curso de Libras teve início no mês passado e tem duração de três meses. A turma conta com 36 servidores inscritos, incluindo os que integram a Secdef e as secretárias do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag) e da Educação (Seduc), bem como membros da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional de Alagoas (OAB/AL).

“O curso de Libras tem como finalidade proporcionar ao servidor público uma comunicação básica na Língua Brasileira de Sinais (Libras), além de promover o entendimento sobre a cultura surda e o sujeito surdo, contribuindo para um atendimento mais inclusivo e humanizado nos setores públicos do Estado”, disse Bárbara.

Responsável por ministrar o curso, Matheus explicou que as primeiras aulas se concentrarão em apresentar os fundamentos da Libras e da cultura surda aos participantes. “Nossa intenção inicial é que os servidores se familiarizem com a língua, entendendo sua história, seus principais aspectos culturais e tirando dúvidas que possam surgir”, disse.

Setembro é dedicado à comunidade surda

Patrícia Lira ressaltou a importância do mês de setembro para a comunidade surda. “Dedicado à visibilidade, valorização e à luta pelos direitos da comunidade surda no Brasil, esse mês é tido como Setembro Azul. O tom remete à cor escolhida pelo movimento surdo como símbolo de orgulho e identidade cultural”, disse.

 Foto: Pei Fon

Na próxima quinta-feira (10), será celebrado o Dia Mundial das Línguas de Sinais. “O objetivo é promover a conscientização sobre a importâncias das línguas de sinais para a inclusão, bem como para a identidade cultural e para a plena cidadania das pessoas surdas em todo o mundo”, disse Patrícia Lima.

Patrícia Lira ressaltou também 30 de setembro tanto marca o Dia Nacional do Surdo quanto o Dia Internacional do Tradutor e Intérprete de Língua de Sinais. “Embora o Dia Nacional do Surdo seja oficialmente comemorado no dia 26 de setembro, em referência à fundação do Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines), no Rio de Janeiro, em 1857, o dia 30 de setembro também é amplamente reconhecido no país por sua ligação com a luta global da comunidade surda”, ressaltou.

*Com Assessoria

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