Lançado neste sábado (1º), na 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas, o livro “Vozes da Advocacia Feminina: Relatos e Reflexões Jurídicas das Mulheres da AMADA” celebra a escrita como ferramenta de resistência, memória e transformação no campo jurídico. A obra reúne 25 advogadas que, a partir de suas experiências, constroem uma narrativa coletiva sobre ser mulher no Direito.
O livro é o primeiro publicado pela Associação das Mulheres Advogadas de Alagoas (AMADA) e marca um momento histórico para a entidade, que vem se consolidando como um espaço de apoio, formação política e protagonismo feminino na advocacia.
O lançamento reuniu autoras, familiares, colegas de profissão e leitoras interessadas nas interseções entre gênero, justiça e trajetória profissional.
Um Direito que também é vivido no corpo
A coletânea traz textos que mesclam vivência e técnica, sensibilidade e luta. Cada capítulo revela um recorte íntimo e, ao mesmo tempo, estrutural: maternidade e carreira jurídica, misoginia nas instituições, justiça pela lente feminina, enfrentamento de violências, interseccionalidade e o compromisso com uma advocacia antirracista, inclusiva e humanizada.
Não são apenas artigos. São cartas, registros, testemunhos, análises e memórias que mostram que o Direito não se faz só nos tribunais, mas também nos afetos, nas rupturas e nas coragens.
Com prefácio da professora e jurista Elaine Pimentel, o livro evidencia a importância de dar voz às mulheres que atuam no Direito e reafirma o compromisso da AMADA com a promoção de uma advocacia mais humana, inclusiva e transformadora.

Organização e autoria coletiva
O livro foi organizado por:
• Anne Caroline Fidelis de Lima
• Bruna Sales Moura
• Else Freire de Castro Amorim
• Juliana Marques Modesto Leahy
• Nívea Larissa Rocha Lages
O prefácio é assinado pela advogada Elaine Pimentel.
As autoras que compõem a obra são:
Ana Carolina Guerreiro Fernandes, Amélia Gomes de Sá, Anne Caroline Fidelis de Lima, Bruna Sales Moura, Camila Tenório Ribeiro, Carla Roberta Alves de Omena, Caroline Domingues Leahy, Cláudia Lopes Medeiros Omena, Cleane Amorim Sibaldo Pergentino Vieira, Else Freire de Castro Amorim, Emmilly Renatha Marques Pessôa, Ingrid Cunha Dantas, Jamile Duarte Coelho Vieira, Jéssica Hind Ribeiro Costa, Juliana Marques Modesto Leahy, Luciana Alves Costa, Manuela Gatto Santa Rita de Souza, Maria Eduarda Rodrigues Teles Ferreira, Mírian Schaffer Carvalho, Nívea Larissa Rocha Lages, Raíssa Lima de Sant’Ana, Sandra Barbosa Gomes, Shirley Ayres Oliveira, Thaisa Kelly Gomes de Vasconcellos e Thaís Emanuelle Santos.
Uma escrita que registra e repara
Para a AMADA, o livro nasce como documento, afeto e posicionamento político: registrar a história das mulheres no Direito é também disputar memória e futuro. A obra reafirma o direito de advogar com identidade, subjetividade e liberdade, sem silenciamentos.