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Novembro é o mês dedicado à conscientização sobre a prematuridade — condição que afeta um a cada dez bebês no mundo e que exige cuidado imediato, contínuo e especializado.
No Dia Mundial da Prematuridade, celebrado em 17 de novembro, a Maternidade Escola Santa Mônica (Mesm), unidade da Uncisal em Maceió, mostra como sua atuação tem sido decisiva para o desenvolvimento e a recuperação dos recém-nascidos que chegam antes das 37 semanas.
Entre janeiro e outubro de 2025, 3.521 bebês nasceram na maternidade. Desse total, 1.331 foram prematuros, o equivalente a 37,8% dos nascimentos no período — um dado que reforça a importância de estruturas preparadas para esse atendimento.
Por que o cuidado especializado faz diferença
O tema do Novembro Roxo deste ano — “Garanta aos recém-nascidos prematuros começos saudáveis para futuros brilhantes” — reforça que o cuidado neonatal influencia a vida adulta. “Quando protegemos o cérebro em desenvolvimento, prevenimos sequelas e aumentamos as chances de que esses bebês se tornem adultos saudáveis e produtivos”, explica Manuela Lima, coordenadora do Método Canguru na Santa Mônica.
A maternidade atua com práticas de atenção humanizada e assistência multiprofissional, fundamentais para reduzir riscos e melhorar a evolução clínica. A unidade dispõe de 26 leitos de UTI Neonatal (UTIN), 26 leitos de Cuidado Intermediário Convencional (UCINCo) e 10 leitos de Cuidado Intermediário Canguru (UCINCa), todos preparados para oferecer suporte tecnológico e estimular o desenvolvimento saudável dos bebês.
Solução que transforma vidas: o Método Canguru
Um dos pilares da Santa Mônica é o Método Canguru, estratégia reconhecida mundialmente que une tecnologia e cuidado afetivo. Ele ocorre em três etapas, envolvendo mãe, pai e bebê.
Segundo Manuela Lima, o método “vai além do cuidado imediato. É uma abordagem biopsicossocial que fortalece o vínculo familiar e empodera os pais”.
Entre os benefícios estão a manutenção da temperatura do bebê, redução do risco de infecções por causa do contato direto com a mãe, melhora do sono, controle da dor e do estresse, fortalecimento do aleitamento materno, maior estabilidade cardiorrespiratória e estímulo ao desenvolvimento neurológico.
O contato pele a pele, conhecido como posição canguru, é o ponto central dessa abordagem.
Quando a história do cuidado vira resultado
A experiência de Maria Heloísa, nascida na 24ª semana em Lagoa da Canoa, ilustra a importância desse modelo de assistência. Transferida para a Santa Mônica dois dias após o parto, a bebê está na UTIN recebendo cuidados clínicos e apoio do Método Canguru.
A mãe, Roselana, relata a evolução com esperança: “Eu só quero agradecer a Deus e aos profissionais porque ela já está melhorando, e em breve vamos pra casa”.
Casos como o de Maria Heloísa mostram como o cuidado adequado desde os primeiros dias reduz sequelas e muda trajetórias que poderiam acompanhar a criança por toda a vida.
O que as famílias podem fazer para prevenir a prematuridade
A coordenadora reforça que a prevenção começa antes do nascimento. “O pré-natal é fundamental. A mulher precisa ser cuidada durante a gestação e, se possível, antes mesmo de engravidar. Identificar e tratar fatores de risco reduz significativamente a chance de prematuridade”, orienta Manuela.
Entre os principais fatores de risco estão hipertensão, diabetes, infecções não tratadas, intervalos curtos entre gestações e a falta de acompanhamento gestacional.
*Com Assessoria