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Pianista Selma Britto leva música para dentro do presídio e transforma rotina de reeducandos em Alagoas

Foto: Assessoria

A Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social (Seris) vai proporcionar a reeducandos do sistema prisional alagoano projeto de musicalização. Trata-se do Musicalizando Vidas, uma proposta de reintegração baseada na terapia musical aos privados de liberdade, que pode amenizar os efeitos maléficos do encarceramento.

A pianista Selma Britto, o maestro Luiz Martins e o servidor público Antonio Medeiros vão coordenar o projeto de musicalização no sistema prisional, que terá como meta a montagem de uma orquestra de cordas.

O projeto, que deve ser iniciado pelo Presídio Cyridião Durval, em Maceió, conta com apoio do Governo de Alagoas.

A previsão é de que sejam ofertadas aulas duas vezes por semana, em curso com duração de pelo menos um ano, com entrega de instrumentos e a possibilidade de os alunos tocarem e ensaiarem fora do período de aulas. A orquestra contará inicialmente com 30 reeducandos, com possibilidade de ampliação desse número e outras unidades prisionais além do Cyridião Durval.

Antonio Medeiros, um dos coordenadores do projeto Musicalizando Vidas, destaca que a música vai chegar aonde quase ninguém chega. “Aqui, cada acorde é um convite ao recomeço. Da cela, ao palco, da dor, à esperança”, reflete Antonio sobre o “Musicalizando Vidas”.

Segundo Clarice Damasceno, gerente de Educação da Seris, o início das aulas deve acontecer ainda este ano, após a chegada dos instrumentos musicais.

“Trata-se de uma iniciativa inovadora que amplia horizontes, fortalece a autoestima e abre caminhos de sensibilidade, disciplina e pertencimento para pessoas privadas de liberdade. Mais do que ensinar música, essa ação promove dignidade, esperança e novas perspectivas de vida, reafirmando que a cultura também é um direito e um potente instrumento de transformação social”, enfatiza Clarice Damasceno.

*Com Assessoria

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