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Da pesquisa ao atendimento: como uma fonoaudióloga fortalece o SUS com prática baseada em evidências

Foto: Assessoria

No cotidiano da assistência em saúde, decisões clínicas precisam ser rápidas, seguras e baseadas em conhecimento confiável. Na Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal), a produção científica orienta esse processo e contribui para qualificar o cuidado ofertado à população. Essa realidade está presente na atuação da fonoaudióloga Poliana Carla Santos Maranhão, que integra a equipe do Centro Especializado em Reabilitação (CER III), unidade assistencial da instituição.

Atuando diretamente com pacientes nas áreas de disfagia e motricidade orofacial, Poliana vivencia a necessidade de alinhar evidências científicas, experiência profissional e singularidades de cada usuário. A profissional também participa da formação acadêmica como preceptora de estágio supervisionado, contribuindo para aproximar estudantes da realidade do Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo a fonoaudióloga, o conhecimento científico está presente em todas as etapas do cuidado. Desde a avaliação até a definição das condutas terapêuticas, a escolha de instrumentos validados, protocolos clínicos e estratégias de intervenção é orientada por estudos atualizados e pela análise crítica dos resultados.

“A prática baseada em evidências torna o atendimento mais assertivo, com melhores resultados clínicos e maior previsibilidade das intervenções. Para os usuários, isso se reflete em mais confiança no tratamento, maior adesão às orientações e cuidado mais eficiente”, explica Poliana Maranhão.

Decisão clínica baseada em evidências

Na rotina da assistência, a aplicação da ciência se reflete na escolha das estratégias terapêuticas e na adaptação dos métodos de acordo com o perfil funcional de cada paciente. Essa abordagem evita condutas padronizadas e contribui para intervenções mais resolutivas e humanizadas.

Segundo a profissional, a integração entre pesquisa, ensino e assistência fortalece a formação dos futuros profissionais de saúde. Durante os atendimentos, estudantes participam das discussões clínicas e acompanham a análise das evidências que fundamentam cada decisão.

“Ao discutir os casos e as condutas com base na literatura científica, os estudantes desenvolvem pensamento crítico e segurança na prática clínica”, destaca.

A atuação de Poliana também dialoga com sua formação acadêmica. Atualmente, ela cursa mestrado em Fonoaudiologia e integra o Grupo de Pesquisa em Comunicação Humana e seus Distúrbios, ampliando a compreensão sobre produção científica e aplicação do conhecimento no cuidado.

Mulheres na Ciência

No contexto do Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, celebrado em 11 de fevereiro, a fonoaudióloga destaca o papel feminino na produção e na aplicação do conhecimento. Para ela, a presença de mulheres na assistência, na docência e na pesquisa contribui para uma abordagem mais sensível às demandas da população.

“As mulheres têm um papel fundamental tanto na produção científica quanto na aplicação desse conhecimento nos serviços de saúde. Muitas profissionais já fazem ciência no cotidiano, ao questionar, estudar e buscar melhorar sua prática”, afirma.

*Com Assessoria

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