Por Bel Alvi
O trimestre chegou ao fim. E, diante disso, surge a pergunta: é hora de ajustar a meta ou a experiência?
Talvez a resposta mais importante não esteja na planilha, mas na forma como você se sente em relação ao que construiu até aqui. Isso te deixa feliz ou te preocupa? Essa percepção diz mais sobre o seu negócio do que qualquer número.
Há quem tenha batido a meta, mas reconheça que foi no limite. Há também quem não tenha alcançado o resultado esperado e já pense em vender mais, mais rápido, a qualquer custo. Mas é preciso dizer com clareza: quando o resultado não vem como deveria, o problema raramente é apenas a venda — é a experiência.
E isso não é apenas teoria. Ao analisar meus próprios números, percebi uma mudança significativa: dobrei meu resultado financeiro ao comparar o primeiro trimestre deste ano com o do ano passado. E não foi fazendo mais, mas fazendo diferente. Foi redesenhando a experiência.
Isso envolveu rever a forma como conduzo cada interação, prestar atenção aos detalhes que antes passavam despercebidos e, principalmente, colocar intenção em cada ponto de contato com o cliente.
Na Guestologia, também conhecida como Filosofia Disney de Gestão, o encantamento não é um momento isolado — é um sistema. Quando esse sistema existe, o cliente não apenas compra: ele volta, permanece e indica.
Por isso, se o seu trimestre não foi como você gostaria, evite a armadilha mais comum: tentar resolver com mais esforço de venda aquilo que só a experiência pode transformar. Vender mais sem ajustar a experiência pode até sustentar o presente, mas não constrói o futuro.
O trimestre termina, mas deixa um caminho claro: não se trata de fazer mais, e sim de fazer com intenção. Porque, quando a experiência muda, o resultado acompanha.
Se hoje você tivesse que redesenhar a experiência do seu cliente do zero, o que faria diferente?