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Menina de 11 anos é picada por cobra no Sertão de Alagoas e é salva após atendimento rápido

Foto: Assessoria

O que começou como uma tarde comum de brincadeiras em um sítio, no município de Água Branca, no Sertão de Alagoas, quase terminou em tragédia para a pequena Lis Cavalcante Brandão Arcanjo, de apenas 11 anos. Mas, foram a resposta rápida da família e a eficiência da rede hospitalar da Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau) que fizeram essa história se converter em um final feliz e se tornar mais um exemplo da importância do Sistema Único de Saúde (SUS), que trabalha de forma integrada.

Lis estava brincando com os primos quando foi picada por uma cobra. Inicialmente, o ferimento parecia simples, apenas um pequeno ponto na pele, o que levou os pais a acharem que se tratava de uma picada de inseto.

“Limpamos o local com álcool e pedimos para ela nos dizer se sentisse algo diferente. Ela voltou a brincar com a bola. No entanto, poucos minutos depois, os sintomas começaram a surgir. Lis relatou tontura, seguida de visão dupla. Foi então que eu tive a ideia de observar os olhos dela e percebi que a pupila do olho direito estava extremamente dilatada”, lembrou Iris Emanuela Cavalcante Lima Brandão Arcanjo, de 37 anos, mãe da criança.

A decisão da família foi levar Lis até a Unidade Mista Dra. Quitéria Bezerra de Melo, em Água Branca, vinculada à Sesau. A equipe percebeu que havia duas picadas na garota, e suspeitou de picada de cobra. A menor foi rapidamente transferida para o Hospital Regional do Alto Sertão (HRAS), em Delmiro Gouveia, também gerenciado pela Sesau.

Já apresentando sinais neurológicos, como o chamado “olhar baixo” e náuseas, a menina foi acomodada imediatamente para a Área Vermelha do HRAS. A família conta que o pediatra que atendeu Lis reconheceu a gravidade do caso e iniciou o protocolo de atendimento para envenenamento por serpente, viabilizando a administração do soro antiofídico, o antídoto essencial nesses casos.

“Eles nos falaram que o quadro de saúde dela era de moderado a grave, então teriam que transferi-la para o HGE, em Maceió, para evitar o risco de complicações, como insuficiência renal e sangramentos. Deixaram-me viajar com ela na ambulância e quando cheguei no HGE fomos bem acolhidas pelos profissionais”, relatou Íris, que é dona de casa, casada e tem mais um filho. A criança foi internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica por três dias. Após estabilização, foi encaminhada para a Enfermaria, onde permaneceu por mais três dias em recuperação, recebendo todos os cuidados multidisciplinares que precisava.

Referência 

O HGE é a única unidade do SUS preparada para fazer hemodiálise em crianças e, por isso, a unidade adequada para tratá-la. Entretanto, a evolução do quadro de Lis foi tão positiva, que não precisou dessa técnica. Com o tempo, os exames também foram melhorando, bem como a visão, o que culminou na alta hospitalar com recomendações para garantir o fortalecimento da saúde da paciente.

“O veneno de serpente venenosa é altamente tóxico e atua principalmente no sistema nervoso e muscular. Entre os principais efeitos estão a visão turva ou dupla, queda das pálpebras (“olhar baixo”), fraqueza muscular, alterações na coagulação do sangue, risco de insuficiência renal, náuseas e vômitos. Sem tratamento rápido, os efeitos podem evoluir para complicações graves e até levar à morte”, alertou a pediatra do HGE, Ana Carolina Ruela.

A busca pelo atendimento médico imediato foi muito importante para afastar o risco de complicações. A especialista do HGE recomenda que, se o acidente acontecer, é importante manter a vítima calma e buscar imobilizar o membro afetado.

“Lave o local apenas com água e sabão, não faça torniquetes, cortes ou sucção do veneno, tampouco aplique substâncias caseiras. O soro antiofídico é o único tratamento eficaz e deve ser administrado em ambiente hospitalar”, pontuou Ruela.

Como prevenção, o uso de botas e roupas compridas ao andar em áreas rurais são sempre bem-vindos. Também deve-se evitar colocar as mãos em buracos, troncos ou pedras; manter os terrenos limpos e redobrar a atenção ao caminhar em locais com vegetação densa. E no caso das crianças, os pais devem mantê-las sob supervisão constante.

Atuação Integrada 

“Eu quero agradecer aos hospitais que me atenderam, em especial o HGE, por terem me dado um suporte maravilhoso. Pelas enfermeiras, pelos médicos que cuidaram de mim. Agora quando eu for brincar lá no mato, eu vou me calçar melhor para não acontecer nenhum risco e redobrar a minha atenção agora”, afirmou a pequena Lis Arcanjo.

Hoje, Lis está em casa, recuperada, cercada pela família e sua história comprova o comprometimento da Sesau com a vida de cada cidadão. “O HGE acolhe, cuida e salva. E isso podemos ver em várias histórias de superação que a nossa equipe assiste diariamente”, declarou o diretor geral Fernando Fortes Melro.

*Com Assessoria

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