Muitas vezes, a formalidade da advocacia chega antes de mim. Sou apresentada pelos títulos, pelas formações e pelas conquistas profissionais. Mas existe uma história que vem antes de tudo isso. Eu sou Bruna Sales. Para alguns, Bruninha. Para outros, Dra. Bruna.
Sou Mestre em Direito Público, advogada, diretora da CAA/AL e acumulo especializações, formações e cursos ao longo da minha trajetória. Mas, para além dos diplomas pendurados na parede, sou esposa, irmã, a tia doida, dinda de um monte de meninas que amo, mãe de três filhos e filha de uma artesã e massoterapeuta que me ensinou que a vida se molda com as próprias mãos. Também sou filha de um advogado que foi o primeiro de onze irmãos a conquistar um diploma universitário.
Cresci em Rio Largo, com os pés na lama e o coração no palco. O ballet foi minha primeira escola de estratégia. Foi ali que aprendi que equilíbrio não é algo que se encontra, mas algo que se constrói diariamente, com repetição, disciplina e a coragem de enfrentar movimentos que ainda não estão perfeitos.
Sou capricorniana e confesso: o trabalho sempre foi uma das minhas maiores fontes de energia. Sou a famosa “moça das planilhas”. Antes da beca, vieram a administração, a auditoria e o empreendedorismo. Planejamento sempre fez parte da minha vida. Aos 13 anos, eu já sonhava com independência. Aos 16, entrei na faculdade. Aos 20, conquistei minha carteira da OAB. Minha trajetória sempre foi feita de metas, disciplina e muitos passos calculados.

Mas a vida me apresentou um desafio muito maior do que qualquer prova, audiência ou título: a maternidade.
Lais, Mel e Bento transformaram profundamente a mulher que eu sou. Ser mãe desmontou a armadura da super-heroína que eu acreditava vestir. A experiência como doula reforçou uma certeza: servir e acolher outras mulheres é parte da minha missão. A política me mostrou que aquilo que estudamos nos livros impacta diretamente a vida das pessoas. O mestrado me deu o rigor científico para pesquisar um tema que sempre me atravessou: a autonomia feminina sobre o próprio corpo.
Ao longo da vida, vivi muitas conquistas. Mas o maior ponto de virada não veio de uma sentença favorável nem de um diploma.
Em 2023, meu filho Bento, com apenas 30 dias de vida, passou 18 dias internado na UTI. Entre os alarmes dos aparelhos, a dissertação do mestrado, os clientes, as filhas, o casamento e todas as responsabilidades que eu carregava, a mulher que acreditava dar conta de tudo simplesmente desmoronou.
Foi ali que aprendi uma das maiores lições da minha vida: força não é invulnerabilidade. Força é reconhecer limites e permitir-se ser amparada.
Eu precisei parar. Precisei admitir o cansaço, abandonar a ideia de perfeição e reconstruir minha própria compreensão sobre o que significa ser forte. E foram outras mulheres que me ajudaram a atravessar esse processo. Mulheres que seguraram minha mão quando eu já não conseguia caminhar sozinha. Foi nesse momento que compreendi, de verdade, o poder do acolhimento.
É por isso que compartilho essa história.
Porque ela explica quem eu sou hoje.
E foi dessa trajetória que nasceu o ReAcordar.
O ReAcordar não surgiu de um momento de dor, mas de um caminho de reconstrução. É uma consultoria criada para mulheres que precisam reorganizar a própria vida, especialmente em momentos de ruptura e transição.
Ao longo dos anos, percebi que o Direito de Família tradicional, muitas vezes, é frio demais para a complexidade das experiências femininas. A sentença encerra um processo, mas não resolve uma vida.
Por isso, o ReAcordar nasceu para unir estratégia e acolhimento. A objetividade das planilhas de partilha, pensão e organização financeira com a escuta sensível de quem compreende que uma separação pode ser um verdadeiro parto às avessas.
Eu não acredito que o tempo cure tudo. O tempo apenas passa.
O que transforma é o movimento consciente. É compreender seus direitos, organizar sua vida financeira, proteger seus filhos, construir autonomia e tomar decisões com segurança.
O ReAcordar é a síntese de tudo o que vivi como administradora, advogada, pesquisadora, doula e mãe. É o lugar onde transformei histórias, dores e aprendizados em ferramentas práticas para ajudar outras mulheres a reconstruírem suas próprias trajetórias.
Acredito em um Direito que seja ponte. Um Direito com menos juridiquês, mais humanidade e a dose certa de pragmatismo para criar estratégias realmente eficazes.
Porque a autonomia feminina não acontece por acaso. Ela é construída.
Prazer, eu sou Bruna Sales.
E estou aqui para ajudar você a ReAcordar para a sua melhor versão.