O policial militar José Maxwell Lemos Simões, acusado de matar a esposa, a enfermeira Ana Beatriz Cavalcante Ramos, de 29 anos, em Penedo, deverá ser julgado pelo Tribunal do Júri. A decisão foi tomada pela 4ª Vara Criminal de Penedo, que proferiu a sentença de pronúncia, etapa em que a Justiça entende haver indícios suficientes para que o caso seja analisado por jurados populares.
Segundo o Tribunal de Justiça de Alagoas, o processo tramita em segredo de justiça. O órgão informou que ainda não há data definida para o julgamento, uma vez que a defesa do acusado apresentou recurso contra a decisão.
De acordo com a advogada e prima da vítima, Carla Cavalcante, a defesa ingressou com um recurso em sentido estrito para tentar reverter a sentença de pronúncia.
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“Agora, o Ministério Público vai se manifestar sobre os argumentos desse recurso. Depois, o processo seguirá para o Tribunal de Justiça, onde esse recurso será analisado”, explicou.
Ainda segundo Carla, a decisão judicial também manteve a prisão preventiva de José Maxwell, que permanece detido enquanto responde ao processo.

A advogada afirmou que a família acompanha o andamento do caso e cobra celeridade, especialmente em relação ao procedimento administrativo que pode resultar na exclusão do militar da corporação.
“A parte judicial está andando relativamente bem, mas o procedimento administrativo está bem travado e a família não tem acesso às informações sobre o processo de exoneração dele da Polícia Militar”, disse.
O caso
Ana Beatriz Cavalcante Ramos foi morta com um tiro na cabeça dentro de casa, em Penedo, na noite de 12 de junho. O principal suspeito é o marido dela, o policial militar José Maxwell Lemos Simões.
Segundo o delegado Esron Pinho, o casal mantinha um relacionamento há cerca de dez anos. Após o crime, o militar teria ido a um bar e, posteriormente, fugido em um veículo. Durante a fuga, ele se envolveu em um acidente ao bater o carro em um poste, mas conseguiu escapar do local.
A morte da enfermeira causou forte comoção na cidade. O Hospital Regional de Penedo, onde ela trabalhava, e a Secretaria da Mulher do município divulgaram notas lamentando o crime e reforçando a necessidade do combate à violência contra a mulher.