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Ir além do horizonte também é estratégia

Por Bel Alvi

Existe uma cena em Moana que sempre me faz pensar sobre crescimento, liderança e escolhas.

Durante boa parte da história, existe um limite muito claro entre aquilo que é conhecido e aquilo que está além. O recife representa a fronteira entre o território seguro, previsível e familiar, e um horizonte que ela ainda não conhece. Permanecer significa continuar vivendo dentro daquilo que sempre foi estabelecido. Atravessar significa assumir o risco de descobrir algo que, de onde ela está, ainda não consegue enxergar.

Talvez seja exatamente isso que aconteça conosco em diferentes momentos da vida e dos negócios. Criamos nossos próprios recifes.

Eles aparecem quando acreditamos que já conhecemos suficientemente o nosso mercado, quando olhamos apenas para os concorrentes do mesmo segmento, quando repetimos processos porque “sempre funcionou assim” ou quando confundimos experiência com repertório suficiente.

Quanto mais tempo permanecemos dentro do mesmo território, maior é o risco de acreditar que o nosso horizonte representa o mundo inteiro.

E não representa.

Eu acredito profundamente na educação formal, nas capacitações, especializações, MBAs, cursos, congressos e em todos os espaços que ampliam conhecimento. Mas também acredito que existe um aprendizado que acontece quando nos colocamos em movimento.

Aprender também é explorar.

É sair do lugar habitual para observar outras referências, outras culturas, outros mercados, outras formas de resolver problemas e construir experiências.

É permitir que o nosso olhar seja provocado por aquilo que não faz parte da nossa rotina.

Quando observamos apenas organizações semelhantes às nossas, é natural que encontremos respostas semelhantes às que já conhecemos. Mas, quando uma clínica observa a hospitalidade, quando uma indústria observa o entretenimento, quando um varejo observa a logística de uma grande operação ou quando uma pequena empresa estuda uma organização reconhecida mundialmente pela forma como entrega experiência, novas perguntas começam a aparecer.

E perguntas melhores costumam produzir decisões melhores.

Talvez uma das maiores riquezas de atravessar horizontes esteja justamente nisso: voltar olhando para o mesmo negócio de uma maneira diferente.

Porque explorar não significa copiar.

Nunca acreditei em transportar práticas prontas de uma organização para outra e esperar que elas produzam o mesmo resultado.

A verdadeira aprendizagem começa quando conseguimos observar, compreender, decodificar e traduzir.

Por que aquela empresa faz dessa maneira? Que princípio existe por trás daquele processo? Que comportamento aquela decisão estimula? Que problema ela evita? Que experiência pretende gerar?

E, principalmente: como esse princípio pode ser aplicado à realidade do meu negócio, à minha cultura, ao meu cliente, ao meu time e aos recursos que eu tenho disponíveis?

É por isso que costumo dizer que você não precisa de um castelo para encantar.

Aprender com grandes referências não significa reproduzir estruturas grandiosas. Significa compreender aquilo que existe por trás delas e descobrir como transformar princípios em práticas possíveis dentro da nossa própria realidade.

Mas existe uma outra dimensão nessa travessia que talvez seja ainda mais profunda.

Para uma mulher, permitir-se ir além nem sempre é uma decisão simples.

Muitas vezes, antes de atravessar qualquer fronteira geográfica, existe outra travessia acontecendo por dentro.

É preciso atravessar a culpa: a sensação de que deveria estar cuidando de alguma coisa ou de alguém; a ideia de que um investimento feito em si mesma precisa ser justificado mais do que qualquer outro investimento; o receio de se afastar dos filhos; a preocupação com o negócio; o medo do julgamento; a necessidade de explicar por que aquela experiência é importante.

Curiosamente, dificilmente questionamos uma mulher que investe em uma pós-graduação ou em uma especialização. Mas, quando o aprendizado envolve viajar, experimentar, observar e viver uma imersão fora do ambiente tradicional de sala de aula, muitas vezes parece surgir a necessidade de justificar aquela escolha.

Como se crescimento profissional só fosse legítimo quando acontece sentado diante de uma apresentação.

Mas repertório também é patrimônio profissional. Visão também é investimento. Experiência também é formação.

E talvez algumas das respostas que estamos procurando para os nossos negócios não estejam dentro deles.

Talvez seja necessário olhar para outras operações, outras experiências e outras formas de fazer para perceber possibilidades que a rotina já deixou invisíveis.

A travessia de Moana nunca foi apenas sobre atravessar o oceano.

Era sobre perceber que existia algo além daquilo que ela conhecia e se permitir descobrir quem ela poderia se tornar quando tivesse coragem de chegar lá.

No empreendedorismo e na liderança, acontece algo semelhante. Há momentos em que precisamos aprofundar. Há momentos em que precisamos executar. Há momentos em que precisamos estudar. E existem momentos em que crescer exige ampliar o horizonte.

Foi a partir dessa crença que nasceu a Expedição Disney 2027: uma experiência para mulheres que querem observar uma das organizações mais estudadas do mundo não como turistas, mas com olhar de empresárias, líderes e gestoras.

Uma oportunidade de explorar, observar, decodificar e, principalmente, voltar capazes de traduzir aprendizados para a realidade dos próprios negócios.

Porque talvez a pergunta não seja se você deveria se permitir viver uma experiência como essa.

Talvez seja outra: o que existe além do seu horizonte que você ainda não consegue enxergar do lugar onde está?

Toda travessia começa antes do embarque.

Começa quando decidimos que aquilo que já conhecemos não precisa ser o limite do que ainda podemos construir.

Quer saber mais sobre a expedição? Acesse aqui: https://belalvi.com.br/expedicao-disney/

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