A Casa da Mulher Alagoana, do Poder Judiciário de Alagoas, atendeu 1.164 vítimas de violência doméstica entre janeiro e junho de 2026. O dado reforça o papel da instituição como porta de entrada, bem como no acompanhamento de mulheres em situação de violência.
No período, a instituição também realizou o acolhimento temporário de 64 pessoas e ofertou 976 refeições a mulheres e filhos.

Segundo a diretora da Casa, Paula Lopes, o levantamento demonstra a relevância da instituição, que oferta serviços essenciais para a proteção das mulheres e de seus filhos menores e fortalece o enfrentamento à violência doméstica.
“Nosso equipamento protege as mulheres ao centralizar e desburocratizar a concessão de medidas protetivas de urgência, coibindo a violência doméstica de forma célere e segura, oferecendo até mesmo abrigo temporário em sua casa de passagem, protegendo vidas e evitando o feminicídio”, destacou.
Perfil
A maior parte das mulheres atendidas nesse período tem entre 30 e 39 anos, é heterossexual, parda, mora em Maceió, possui filhos, baixa renda e foi vítima de violência praticada por parceiro ou ex-parceiro, evidenciando um cenário de vulnerabilidade social e econômica.
Entretanto, os dados também demonstram que a violência doméstica atinge mulheres de diferentes faixas etárias, raças, níveis de escolaridade e condições socioeconômicas, o que reforça que esse tipo de violência está presente em diferentes contextos sociais e demanda uma rede de atendimento preparada para acolher perfis diversos de vítimas.

Serviço
A Casa da Mulher Alagoana está localizada na Praça Sinimbu, no Centro de Maceió. Os telefones para contato são (82) 2126-9650 e (82) 99157-3023.
*Com Assessoria