Uma reportagem sobre mulheres que transformaram o mercado erótico em espaço de empreendedorismo, saúde e autonomia feminina levou uma estudante da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) ao primeiro lugar da categoria Jornalismo Universitário na etapa estadual do 13º Prêmio Sebrae de Jornalismo.
Joyce Maia, estudante do 8º período de Jornalismo, venceu com a reportagem O despertar de Eros: como as mulheres estão transformando o mercado erótico em espaço de saúde e autonomia. A cerimônia de premiação foi realizada na quinta-feira (10), em Maceió.
O trabalho aborda as relações entre sexualidade, prazer, saúde, empreendedorismo e autonomia das mulheres e apresenta histórias de empreendedoras que atuam no segmento.
Segundo Joyce, a escolha do tema também foi influenciada pelo interesse em contar histórias protagonizadas por mulheres e por sua própria trajetória.
“Entrei no Jornalismo porque queria me conectar com pessoas e suas histórias. Acredito que enxergar o mundo pelo olhar do outro é um exercício de escuta, troca e vulnerabilidade. Venho da periferia e conheço a importância de ser visto para além dos estigmas”, afirmou.
Na reportagem, a estudante trabalha o conceito de Eros para além da sexualidade, relacionando-o também ao desejo, à criação e à reconexão das mulheres consigo mesmas.
Para Joyce, o prêmio também representa o reconhecimento de uma pauta que ainda enfrenta preconceitos e tabus.
“Fico muito feliz com esse reconhecimento, principalmente por ser um trabalho que aborda uma questão ainda cercada de tabus. A formação na Ufal tem me proporcionado um olhar mais crítico sobre os temas que escolho contar, buscando compreender as pessoas e as estruturas que atravessam suas experiências”, disse.
Com o primeiro lugar na etapa estadual, a reportagem de Joyce avança para a fase regional do prêmio.
Ufal teve os três primeiros colocados
Além de Joyce, outros dois estudantes da Ufal completaram o pódio da categoria universitária.
Laura Gomes, do 6º período de Jornalismo, ficou em segundo lugar com a reportagem Queria que minha profissão fosse reconhecida: trancistas transformam ancestralidade em profissão no mercado da beleza. O texto mostra como mulheres transformam o trabalho com tranças em fonte de renda e forma de preservar saberes ligados à ancestralidade.
O terceiro lugar ficou com Ryan Charles, estudante do 8º período, com a reportagem Artesanato não tem preço, tem valor. Produzido em Messias, o trabalho conta a história de seis mulheres que encontraram no artesanato uma fonte de renda, convivência e transformação pessoal.
O Prêmio Sebrae de Jornalismo reconhece produções relacionadas ao empreendedorismo e aos pequenos negócios. Os trabalhos são avaliados por critérios como relevância pública, qualidade narrativa, originalidade, fontes utilizadas e inovação.
Na 13ª edição, os três primeiros colocados da categoria Jornalismo Universitário recebem premiação em dinheiro. Os vencedores das etapas estaduais também podem avançar para as fases regional e nacional da competição.
*Com Assessoria