Sete mulheres que ajudam a preservar as tradições culturais de Alagoas vão compartilhar suas histórias e conhecimentos nesta terça-feira (3), durante o evento gratuito “Mestras no Museu”, no Museu Théo Brandão, em Maceió.
A programação começa às 18h e contará com apresentações culturais, painéis e atividades abertas ao público.
O encontro reúne mestras do coco de roda, artesãs, batuqueiras e representantes de comunidades indígenas e quilombolas. A proposta é valorizar as trajetórias dessas mulheres e mostrar como seus conhecimentos são transmitidos entre gerações.
Entre as participantes está Mestra Zeza do Coco, de Bebedouro, reconhecida como Patrimônio Vivo de Alagoas. Ela mantém a tradição familiar do coco de roda desde a infância e lidera o grupo Pagode Comigo Ninguém Pode. Moradora de uma das regiões atingidas pelo desastre da Braskem, também trabalha para preservar a manifestação cultural, levando os netos para participar das rodas.
Outra convidada é Mestra Pastora da Ilha de Santa Rita, de Marechal Deodoro. Aos 84 anos, a marisqueira e artesã mantém viva a tradição das Baianas de Marechal Deodoro, manifestação cultural da qual participa desde os quatro anos de idade.
O evento também contará com Mestra Cistina, artesã da comunidade quilombola Poços de Lunga, em Taquarana. Ela produz bonecas kalungas feitas de retalhos e dá continuidade ao trabalho de sua bisavó, Mestra Firmina Mercê de Jesus, considerada a primeira arte-educadora do Quilombo Lunga.
A artesã Mestra Gina Baruk, descendente de povos indígenas, também participará do encontro. Seu trabalho une técnicas artesanais à identidade do movimento reggae em Alagoas.
Confira as outras mestras que participam do evento:
- Mestra Fátima Ecobrisa: ativista socioambiental e fundadora do Projeto EcoBrisa, em Arapiraca. Desenvolve atividades que unem capoeira, samba e plantio de espécies nativas.
- Mestra Tonha do Espírito Santo: agricultora, conhecedora de ervas medicinais e coordenadora da tradicional Festa do Meado de Agosto. Atua na preservação da cultura alimentar e dos saberes tradicionais do Quilombo Lunga, em Taquarana.
- Mestra Tia Célia: batuqueira de Maceió, fundadora do coletivo Afro-Caeté e do bloco Sururu da Lama. Seu trabalho valoriza o sururu como símbolo da cultura, da memória e da identidade alagoana.
Como participar
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até esta terça-feira (3), dia do evento, pelo site de inscrições.
O encontro é realizado pelo projeto de extensão PIEX 4 – Comunicação, Economia Criativa e Ativismo, do curso de Relações Públicas da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), em parceria com o Instituto Quintal Cultural, a Pró-Reitoria de Extensão (Proex) e o Museu Théo Brandão, entre outros parceiros.
Serviço
Evento: Mestras no Museu: guardiãs da memória e produção territorial de Alagoas
Data: terça-feira, 3 de novembro de 2026
Horário: a partir das 18h
Local: Museu Théo Brandão, em Maceió
Entrada: gratuita, mediante inscrição
Inscrições: doity.com.br/mestras-no-museu
*Com Assessoria