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“Tivemos uma experiência muito boa com o São João e tenho certeza que vamos superar nesse festival de verão”, diz ambulante

Foto: Jonathan Lins / Secom Maceió

Para garantir uma renda extra, complementar o 13º e assim começar ainda melhor o ano de 2023, os ambulantes de Maceió estão conseguindo trabalhar de maneira digna e organizada nos eventos realizados pela Prefeitura da capital durante o Verão Massayó.

Quando o público chega na área dos palcos Minha Sereia e Sururu vêm de cara a organização realizada pelas equipes da Secretaria Municipal de Segurança Comunitária e Convívio Social (Semscs) na distribuição dos comerciantes no estacionamento de Jaraguá e na rua Celso Piatti.

Os 252 ambulantes cadastrados pela Semscs celebraram o segundo dia de atrações no palco Minha Sereia e o dia de estreia do palco Sururu pela quantidade de produtos que estão conseguindo vender e a expectativa é que o faturamento seja três vezes maior do que o de costume.

Isso é o que espera a Mônica Kelly Silva, 26 anos, responsável pela barraca Amaravy Comedoria Nordestina, que está montada no estacionamento de Jaraguá. A ambulante contou que “nasceu” nesse tipo de comércio e toda a família trabalha no ramo.

“Eu me considero ambulante desde pequena, minha mãe é ambulante, minha tia também. Posso dizer com todas as letras que a gestão do prefeito JHC está sendo a que mais fez pela nossa classe, estamos sendo mais valorizados e nos dando mais oportunidades para trabalhar”, afirmou. E até o final do Verão Massayó, Mônica espera faturar R$ 16 mil, para complementar o 13º salário de 2022.

“Estamos com uma expectativa muito grande. Tivemos uma experiência muito boa com o São João e tenho certeza que vamos superar nesse festival de verão. Com esse dinheirinho extra vou usar para pagar minha faculdade, ajudar nos custos da lanchonete que tenho, pagar funcionários e meu aluguel”, contou a ambulante e estudante de Enfermagem.

Quem também aprovou a iniciativa de valorização dos ambulantes foi Jaqueline Araújo, de 22 anos. Enquanto a estudante aguardava ansiosa pela apresentação de Dennis DJ no palco Minha Sereia, Jaqueline aproveitou para comer um churrasquinho na Barraca Amaravy.

“É muito legal a Prefeitura de Maceió dar mais essa oportunidade para os ambulantes. Porque são pessoas que precisam dessa renda extra, e trazendo eles para um evento desse porte, com toda a organização e cuidados, já é uma grande oportunidade para que faturem mais”, disse.

Palco Sururu – No primeiro dia do palco Sururu, a expectativa também era grande para os 50 ambulantes que se cadastraram para trabalhar até o próximo domingo, na rua Celso Piatti. Com o alvará na mão para vender alimentos e bebidas, José Cícero leite, 40 anos, sendo 25 deles trabalhando como ambulante, parabenizou o prefeito JHC por tudo que tem sido feito para os ambulantes e pelo apoio da prefeitura.

“Nós que trabalhamos como ambulante, precisamos ter uma renda extra, e esse evento vai trazer um complemento do nosso 13º. Estamos nessa expectativa e dando tudo certo, espero faturar entre R$ 7 mil e R$ 8 mil, para a gente curtir o reggae, o pop, o rock e tudo mais que tiver”, comemora o ambulante, que pretende com esse dinheiro começar uma reforma em casa e poder comprar novas mercadorias e vender nas prévias de carnaval e no carnaval.  

Curtindo o palco alternativo do festival de verão, Diego Alves, 32 anos, também aprovou o apoio que tem sido dado pela Prefeitura de Maceió aos ambulantes. “Atitude muito legal mesmo, esses eventos abrem espaço para quem ambulante, onde eles vão poder ganhar mais um dinheiro de maneira justa, e direita”, disse.

Fiscalização e organização – Desde o início das apresentações artísticas, nesta quarta-feira (11), equipes da Semscs estão orientando e fiscalizando os comerciantes ambulantes. Carlos Guido, secretário da Semscs, explicou que somente os ambulantes cadastrados pela Secretaria podem trabalhar nos locais dos eventos.

“O credenciamento para trabalhar no Verão Massayó ficou aberto durante 10 dias, e conseguimos cadastrar 252 ambulantes para trabalhar durante os cinco dias do evento. Com isso, estamos valorizando esses trabalhadores, fomentando e fortalecendo a economia em Maceió”, disse Carlos Guido.

 Durante a fiscalização é observado se os ambulantes estão de posse do alvará de autorização emitido pela Semscs, se o que está descrito no documento é o que está sendo comercializado e utilizado. Os agentes também verificam se os ambulantes estão explorando mão de obra infantojuvenil, vendendo bebidas em garrafas de vidro ou alimentos em espeto de madeira.

Caso qualquer irregularidade seja detectada, dependendo de cada caso, o comerciante pode pagar multa, ter sua mercadoria e seu equipamento apreendido, e ter o alvará de autorização cancelado de imediato.

*com Ascom Semscs