O julgamento de Bolsonaro no STF já começou e está entre os processos mais importantes da história recente do Brasil. O caso envolve acusações ligadas aos ataques de 8 de janeiro de 2023, quando a Praça dos Três Poderes foi invadida e depredada em Brasília.
Para acompanhar com clareza, a Eufêmea reuniu 5 pontos essenciais que explicam o que está em jogo.
1. Quais crimes estão em análise
Bolsonaro responde a cinco acusações graves: organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
A denúncia se apoia em documentos, mensagens e, sobretudo, na delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens.
Leia também: Bolsonaro veta título de ‘heroína da Pátria’ para alagoana Nise da Silveira
2. Quando e onde ocorre o julgamento
As sessões acontecem em Brasília, na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, nos dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro de 2025.
Em algumas datas, o julgamento tem dois turnos, manhã e tarde. A transmissão é feita pela TV Justiça e pelo canal oficial do STF no YouTube.
3. Quem são os réus além de Bolsonaro
O processo não atinge apenas o ex-presidente. Além disso, também estão no banco dos réus figuras de confiança de seu governo, como: Braga Netto, Augusto Heleno, Anderson Torres, Paulo Sérgio Nogueira, Almir Garnier, Alexandre Ramagem e Mauro Cid.
Assim, esse grupo é apontado pela PGR como o “núcleo crucial” dos atos antidemocráticos.
4. Como funciona o rito no STF
O relator Alexandre de Moraes abre com a leitura do relatório. Em seguida, fala a Procuradoria-Geral da República, representada por Paulo Gonet.
Cada defesa tem até uma hora para se manifestar. Logo após, os ministros votam, começando pelo relator e seguindo com Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.
5. O que pode acontecer com Bolsonaro
Três cenários principais estão na mesa: absolvição, condenação ou adiamento por recursos. Se condenado, Bolsonaro pode cumprir pena em regime fechado, mas há possibilidade de prisão domiciliar por conta de sua idade e saúde.
Dessa forma, vale lembrar que ele já está inelegível até 2030, por decisão do Tribunal Superior Eleitoral.
Por fim, esses 5 pontos para entender o julgamento de Bolsonaro no STF ajudam a situar o leitor em um processo que vai muito além da figura de um ex-presidente: trata-se de um teste para a democracia brasileira.