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“As mulheres vão estar com mais poder”, prevê taróloga para 2021

O poder feminino vai criar asas em 2021. Quem avisa é a taróloga Luani Macário, colunista do site Eufemea, que através das cartas de tarot fez previsões para o próximo ano. Segundo Luani, o ano de 2021 não será leve, mas será um ano de mudanças.

Luani citou os casos de feminicídios que aconteceram na véspera do Natal e reforçou: “Isso vai abalar as estruturas da Justiça”. De acordo com ela, em 2021, o Judiciário “vai olhar com mais atenção para esses casos e as mulheres vão lutar para isso”.

“Vai crescer o número de divórcios porque as mulheres vão querer mudança. As mulheres vão estar com mais poder em 2021”, ressaltou.

Para o próximo ano, Luani vê a possibilidade das mulheres começarem a empreender com mais facilidade. 

Sobre 2021, a taróloga enfatizou que será o ano da mudança. “As pessoas vão mudar de trabalho que estavam, casamentos que acabaram em 2020, esse ano, realmente se finda. É o ano em que as pessoas começam a praticar a liberdade individual”, disse.

A taróloga também comentou que 2021 tem Urano e que por isso, a comunicação estará em alta. Além dela, a tecnologia e a espiritualidade também vão ganhar forças.

“A medicina, por exemplo, vai ser mais tecnológica. E quando se fala em espiritualidade, as pessoas vão entender que ela é mais importante do que a religião e vão se voltar mais para ela”, finalizou.

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Estilo de vida Interna Notícias

Humanização do cliente e planejamento: mentora dá dicas de como vender mais em 2021

Em virtude da pandemia, uma nova crise foi instalada: a da economia. Em 2020, empresas foram prejudicadas por causa do fechamento das lojas físicas que provocou queda no consumo e, consequentemente, redução no faturamento. O Eufemea trouxe dicas de como vender mais em 2021 e manter a empresa ativa apesar do atual cenário. A reportagem entrevistou Amanda Maria, mentora de vendas.

Segundo Amanda, 2020 foi o ano mais difícil da história da humanidade quando se fala em vendas. “Foi um ano desafiador e quem não estava pronto ficou realmente para trás. Ou, quem estava pronto, precisou se reinventar”, disse.

Apesar do ano ter sido difícil, a mentora de vendas afirma que a palavra de 2020 foi reinventar-se. Foi assim que várias empresárias conseguiram manter seus negócios em funcionamento.

“As empresárias conseguiram mudar essa situação. Mas foi necessário que houvesse muita estratégia, planejamento e execução”, disse.

Para 2021, Amanda reforça que para que uma empresa continue funcionando e cresça no mercado é preciso planejamento. “Planejar para executar o que se planejou com estratégias para 2021”.

Amanda enfatiza que não se pode prever cenários distantes, mas que é fundamental que os empresárias tenham metas e que entendam o funcionamento do negócio.

“Entender em que momento você está e a sua empresa está. Fazer um plano de ação e executar as metas. Alcançando e desenvolvendo essas metas aos poucos, já que o cenário muda a todo momento”, afirma.

Uma dica de Amanda é que as empresas procurem cuidar da experiência dos clientes por meio da conquista. “Numa empresa assim, ela consegue vender mais fácil. Quando você oferece essa experiência para o cliente, ele consome mais fácil do seu serviço ou produto”.

E quais seriam essas experiências? Tecnologia, meio ambiente, cuidado com a equipe. “Quanto mais humanizado o atendimento para o cliente, melhor para a empresa”, sugeriu.

Durante a fase mais crítica do isolamento social, Amanda disse que percebeu – durante as mentorias – que algumas empresas deram suporte emocional para os colaboradores, o que foi um diferencial.

“Teve empresa que não parou durante o isolamento. Mesmo fechada, acontecia reunião semanal online e isso fez toda diferença. Afinal, quando passou a fase do isolamento, as equipes estavam mais focadas”.

Outra dica da mentora para 2021 é que a empresa mantenha a equipe focada e motivada. “Invista em treinamentos de qualidade, traga a humanização do atendimento. É uma das coisas mais importantes: essa humanização do atendimento que faz toda diferença”, finalizou.

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Inspiradoras Interna Notícias

Na linha de frente, engenheira comanda obras e diz: “Mulheres tornarão a profissão mais reconhecida”

O pai era construtor e desde a infância e adolescência a engenheira Cheila Belarmino de Mendonça, 43 anos, o acompanhava nas obras que ele realizava. A partir daí surgiu o sonho  da engenharia. Num universo ainda predominantemente masculino, ela se destaca e hoje traz no currículo o gerenciamento da execução de construções, com aproximadamente cem profissionais,  a maioria homens. Cheila não se sente intimidada. Ao contrário. Ser mulher é um ponto a mais para ela, que ama o que faz.  

Ela conversou com  o Eufemea, a quem contou seu dia a dia e como se faz respeitar na profissão que escolheu seguir. “Gerenciei a execução de diversas obras, com aproximadamente cem profissionais,  com predomínio quantiativo de homens, e sempre agi com firmeza e serenidade permitindo assim  que a autoridade exigida sempre prevalecesse”, ela diz. 

Casada, mãe de três filhos, Cheila se graduou em engenheira em 2002 pelo Centro de Estudos Superiores de Maceió (Cesmac) e não parou por aí. Buscou qualificação.  Fez MBA – Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas, pós-graduação e gerenciamento de obras, pelo INBEC e hoje atua como engenheira de gestão de processos, de projetos, alvarás, licenças e sistema de gestão da qualidade na Construtora Colil Construções. 

“O que mais me encanta na engenharia é o fato dela ser o ramo do conhecimento humano que possibilita o progresso e desenvolvimento da sociedade através da constução de habitações, escolas, hospitais, estradas, pontes, meios de transportes e comunicação, portos e aeroportos, etc. De modo que a engenharia se torna um instrumento de realização de todas as apirações sociais e politicas públicas”, descreve Cheila. 

A engenheira Cheila já gerenciou a execução de diversas obras, com aproximadamente cem profissionais, a maioria homens: “Sempre agi com firmeza e serenidade” (Foto: Arquivo pessoal

Mesmo sendo área marcada pela presença masculina, como é a construção civil, seu campo de atuação, ela diz nunca ter sentido qualquer tipo de discriminação por ser mulher. 

“No início da minha vida profissional o número de engenheiras era bem mais reduzido, mas isso nunca gerou dificuldades para mim, devido ao ambiente  respeitoso existente na construção civil, nunca vivenciei nenhum tipo de preconceito”. 

A realidade atual, diz Cheila, “é que o número de engenheiros é predominante, embora  crescente o número de engenheiras”, atraídas pelo fascínio da profissão, como ela descreve.  

“A engenharia é muito mais encantadora e fascinante do que se imagina, pois é através dela que cada vez mais são utilizados conhecimentos cientificos para extrair da natureza, de modo responsável, os recursos necessários ao bem-estar e progresso da humanidade”. 

E com a experiência de quem teve que driblar todas as dificuldades impostas, principalmente no início da carreira, ela manda uma mensagem às mulheres: “Assim,  digo às mulheres que,  pelas suas virtudes, sensibildade, dedicação e coragem tornarão essa profissão cada vez mais reconhecida e grandiosa”. 

E conclui: “Importantes registrar, a propósito das mulheres na engenharia, que a representação simbólica da engenharia é feita através da imagem de uma mulher, qual seja a deusa Minerva (deusa da sabedoria, das artes e da estratégia).  Oportuno também registrar que, no Estado de Alagoas, recentemente foi eleita a primeira mulher engenheira civil,  Rosa Tenório, para a presidência do  Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Alagoas no triênio 2021 – 2023″. 

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Estilo de vida Interna Notícias

Como uma personal organizer pode te ajudar a otimizar tempo e espaço dentro de casa

O que antes era visto como uma tarefa de casa tornou-se um mercado em crescimento. Ser profissional organizer – ou organizadora profissional – é uma profissão que tem atraído não só os clientes com um ritmo intenso de trabalho, mas também as mulheres empreendedoras. Esse é o caso da arquiteta e personal organizer, Rossana Monteiro que foca em levar para essas pessoas o bem-estar através da organização.

Avaliar o ambiente, identificar o problema e ter foco em objetivos como bem-estar e otimização de tempo e espaço. Esses são os propósitos de Rossana que conta ao Eufemea como funciona a profissão dela que teve como inspiração a mãe.

“Vivi numa casa extremamente organizada, minha mãe foi sempre minha inspiração. Quando nem existia essa profissão. Não tínhamos secretária, então todos tinham que ajudar e cada um na casa tinha uma função”, disse.

Segundo Rossana, ela já usa métodos de organização há 20 anos. “Por exemplo, as camisas do meu marido são organizadas por cores”.

Como Rossana é arquiteta, ela recebia de clientes de outros estados que tinham imóveis em Maceió e que pediam para que ela arrumasse o local.

“Foi aí que vi um nicho que poderia agregar o fato de ser arquiteta. Fato esse que me permite ter uma visão mais detalhada dos espaços a serem trabalhados”, ressaltou.

O negócio de Rossana cresceu tanto que hoje em dia ela tem cinco assistentes que auxiliam ela. Todas são mulheres. Mas o foco de atendimento não é exclusivo para mulheres. Ela também atende homens.

Como funciona o trabalho de personal?

De acordo com a personal, o trabalho tem a função de ajudar as pessoas a facilitar o dia a dia. 

É agendado com a profissional para que seja realizada uma visita técnica no espaço a ser organizado. Ela vai até à residência do cliente, faz um levantamento dos espaços a serem organizados. “Inclusive, se vai precisar de produtos organizadores ou não”, disse.

E por qual motivo deve-se contratar uma personal organizer? A resposta é simples. Conforme Rossana, ambientes organizados otimizam tempo, facilitam a rotina e deixam a vida das pessoas fluindo com mais leveza.

“É bom se sentir bem nos espaços de convivência. As energias renovam- se. Gosto de ver meus clientes felizes!”, afirmou.

As individualidades são importantes no processo da organização. A arquiteta e personal organizer enfatiza que o diferencial dela é ver as necessidades de cada cliente, já que cada pessoa tem sua prioridade. 

“E a atenção e o cuidado que eu e minha equipe temos com o cliente e seus pertences conta muito. É bom ver a satisfação ao finalizar um trabalho. E o fato de eu ser arquiteta facilita a avaliação do ambiente. Para ver se é necessária alguma mudança, adaptação ou ampliação”, destaca.

Por fim, caso alguém queira conhecer mais o trabalho de Rossana basta procurá-la no Instagram pelo @rossanamonteiro.arq ou pelo e-mail:  rossanamonteiro.al@hotmail.com.

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Cotidiano Interna

Opinião: feriado natalino marcado pelo feminicídio retrata o nosso país

Durante o feriado natalino, ao menos três feminicídios ocorreram no país. Em cidades distintas, em momentos diferentes, mas de uma forma igual: Anna Paula, Thalia e Viviane foram mortas por ex-companheiros. Esse feriado mostrou bem o retrato do feminicídio no Brasil e o quanto ainda precisamos avançar.

Dados levantados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública revelam que quase 90% das vítimas de feminicídio no Brasil são mulheres mortas por ex-maridos ou ex-companheiros.

Ontem, enquanto pensava em escrever um texto sobre os casos, vi o penúltimo episódio de ‘Bom dia, Verônica’, uma série que está disponível no Netflix. Ao longo da série, Verônica tenta salvar e alertar Janete – uma mulher que sofre violência do marido – de que ele não vai mudar e que ela precisa denunciar.

Acontece que em muitos momentos da série, Janete diz que ela é culpada pelo marido fazer aquilo com ela e outras mulheres. E que sim, ele vai mudar. Mas ele não muda. E o fim dela era ‘previsto’.

Eu imagino o que uma mulher que sofre violência pensa e vive. A negação, a frustração, a esperança de que aquele homem vá mudar. E as que conseguem denunciar, levar o caso adiante, muitas vezes não encontram apoio dentro da própria família. Não encontram Justiça, sabe? E no meio do caminho… só julgamentos de pessoas que sempre acham uma maneira de dizer que a culpa é da vítima.

E os ex-companheiros que não aceitam o fim do relacionamento (acho terrível isso de não aceitar algo), machistas, querem exercer um ‘poder’ sobre as mulheres e por isso matam. E nós, mulheres, sentimos que os criminosos ficam impunes. 

A sociedade machista perpetua a violência contra as mulheres e o Judiciário precisa fazer a sua parte. Não basta apenas ter a Lei Maria da Penha para que este cenário mude. É preciso ir além com novas medidas e que a Justiça tenha pessoas comprometidas em dar um basta nesse ciclo de violência.

No caso da juíza Viviane Vieira, muitos comentários recaíram sobre ela, já que Viviane retirou a queixa após o pedido de uma das filhas. Mas é aí que o Judiciário deve entrar. E alertar que é preciso que ela continue com a medida protetiva. É aí que nós, mulheres, entramos! Quando aconselhamos nossas amigas para que elas denunciem e apoiamos elas nesse momento. Não é apenas falar e deixar para lá.

Dito tudo isso, reforço mais uma vez e deixo um recado para as mulheres que são vítimas de violência, ou que vivem uma relação abusiva: o seu companheiro não vai mudar. A culpa não é sua, busque ajuda especializada, denuncie, conte para uma amiga que você confia e peça ajuda a ela. Não espere para amanhã. Porque o amanhã pode não chegar.

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Estilo de vida Interna Notícias

Como montar uma mesa posta perfeita para o Natal; empresárias dão dicas

Apesar de 2020 ter sido um ano atípico, o Natal é uma data tradicional que muitos gostam de celebrar num clima de amor e esperança. Detalhes, como a decoração, fazem toda a diferença e tornam a noite mais bonita e aconchegante, independentemente do formato escolhido para a celebração. O Eufemea trouxe dicas de como montar uma belíssima mesa posta com as empresárias Clivia Lins e Ana Cabral da Mesa Bela Maceió.

Segundo Clívia, a mesa posta é o simples ato de oferecer uma refeição apresentando todos os itens disponíveis para que ela seja servida. “Ela deixa a refeição mais gostosa porque começamos a comer com os olhos. A beleza da mesa posta deixa a comida mais gostosa”, disse.

Foto: Cortesia ao Eufemea

O que precisa ter na mesa posta? De acordo Clívia, quando se fala em  etiqueta da mesa se tem os lugares para colocar os talheres, a taça de água, de vinho, de espumante. 

Fora a etiqueta, Clívia explicou que a mesa posta é muito ampla. E que tudo vale. “Então a gente pode colocar cor, mudar os estilos dos pratos na mesma mesa”.

Verde, vermelha, dourada e branca. Essas são as cores quando se pensa em uma mesa posta do Natal. “Com flores vermelhas, com bolas, mas não é só isso”. Para Clívia, a mesa posta do Natal pode ser da cor que a pessoa quiser. 

Foto: Cortesia ao Eufemea

“Porque antigamente a árvore de Natal também era assim, mas hoje em dia você vê a árvore de todas as cores. Natal é colorido, é cor”, reforçou.

O que não pode faltar na mesa posta?

Independentemente do quão decorada será sua mesa, alguns itens não podem ficar de fora.

Os itens obrigatórios são: talheres – que vão de acordo com a refeição que vai ser servida -; as taças – de acordo com as bebidas que serão servidas e pratos.

Já  o porta guardanapo, sousplat, jogo americano, marcador de lugar, e decorações são acessórios auxiliares.

Para trazer mais cor à mesa que ajuda na decoração, Clívia disse que se pode utilizar vasos, folhagens soltas pela mesa ou bolas de natal.

Foto: Eufemea

No caso de quem vai receber mais gente do que a mesa comporta, Clívia disse que é interessante fazer a mesa americana. 

“A mesa americana são aqueles pratos empilhados, com os talheres, tudo que vai na mesa posta, sendo ou nessa mesa maior que a que a pessoa tenha, ou no aparador, que não deixa de ser a mesa posta”, explicou.

Mesa Bela em Maceió

As sócias são fisioterapeutas, mas encontraram na mesa posta uma paixão. Juntas, elas fundaram a Mesa Bela a partir de uma necessidade que elas viram no mercado. Assim, elas abriram uma empresa de aluguel de louça.

“Nós pensamos em pessoas que amam um prato florido, por exemplo, mas que enjoaram. Imagine todo final de semana aquele prato florido na mesa. Então nós pensamos nos clientes que amam, mas querem diversificar sem precisar comprar”, justificaram as sócias.

As empresárias alugam os itens e afirmam que o preço sai mais em conta. “A nossa empresa entrega 100% esterilizado, embalado, que vai direto pra mesa. O cliente acaba tendo mais praticidade. Isso que nossa loja veio propor”.

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Cotidiano Interna

Em 13 dias, mãe perdeu a filha e o marido para a Covid: “Que as pessoas se cuidem mais”

Mary Eleuza de Castro Silva, 61 anos, viveu este ano de 2020 a pior de suas dores: em apenas 13 dias, ela perdeu a filha e o marido para a Covid-19. Viu a sua vida desabar e hoje se sustenta nas lembranças que eles deixaram em cada canto da casa onde moram no município de Arapiraca, no Agreste de Alagoas. Mãe de três filhos, Mary é avó de um garotinho de dois anos, a alegria da família. Não há um dia que ela não lembre da filha e do marido.  

Mary conversou com o Eufemea, a quem contou o drama vivido desde que o coronavírus chegou em sua família.  Ela diz que teve três filhos. “Agora dois comigo e uma no céu. Tenho um netinho”, afirma. 

Ela conta que a filha, Iza Eleuza de Castro Silva, 37 anos, morreu no dia 3 de junho e o esposo, José Edvaldo da Silva, 64, no dia 16 de junho. “Foram 13 dias de um pra o outro. Ela passou 9 dias internada e foi entubada no dia que faleceu. Ele se internou dois dias após a morte dela, isto é, dia 5 e faleceu dia 16 de junho”, lembra Mary. 

A filha era assistente social, formada há 15 anos pela Universidade Católica de Pernambuco. A mãe conta que ela “era gordinha sim, mas tinha uma saúde normal”, e fala do jeito extrovertido da filha, que a todos cativava e do amor dela pelos pais. 

“As lembranças são muitas e a saudade maior ainda. Ela era uma pessoa alto astral, de bem com a vida e de um coração generoso ao extremo. Não podia ouvir falar que eu ou o pai queríamos algo que ela estava providenciando”.  

Casados por 39 anos, Mary e José Edvaldo tinham sonhos e planos pela frente. Todos interrompidos pela morte provocada pelo coronavírus. “Ele era radialista e trabalhava na rádio Sampaio de Palmeira dos índios. Não saberia dizer como ele se contaminou”, diz. 

Mary com o marido José Edvaldo: “Nos falávamos pelo zap. Ele era uma pessoa de muita fé e não nos passava seus medos”

“Ele foi hospitalizado no dia 5 de junho, nos falávamos pelo zap. Ele era uma pessoa de muita fé e não nos passava seus medos. Era cardíaco e diabético”, revela Mary, ao falar da dor e da saudade, Mary diz como se sente hoje.

“Faz exatamente 6 meses que eles nos deixaram. Me sinto perdida, sem muita perspectiva de vida. Graças a Deus tenho meu netinho que não me deixa desanimar”. 

E faz o seguinte alerta à população em meio ao avanço dos casos de coronavírus no Brasil e em Alagoas: “Gostaria que as pessoas acreditassem mais que este vírus não é uma brincadeira e se cuidassem”. 

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Cotidiano Interna Notícias

Na busca do prazer imediato e por acharem que não serão infectadas, pessoas se aglomeram, diz psicóloga

Mesmo com os casos de Covid-19 em alta em quase todo o País, muitas pessoas têm se aglomerado em festas, bares, praias,  comércio, desrespeitando decretos de restrição, pondo a própria vida e a de outros em risco. Mas o que leva alguém a agir dessa forma em plena pandemia? Quem responde é Maria Cícera Oliveira Lima, neuropsicóloga, psicóloga clínica e especialista em home care.  

“O que explica esse comportamento é a dificuldade que o ser humano tem do autocontrole. Especificamente os jovens, pelo fato de estarem sempre em busca do prazer imediato”.  

Alegar que não aguentam mais o isolamento social tem sido uma ‘justificativa’ de muitos para descumprirem as medidas de proteção. Mas a psicóloga tem a explicação para esse tipo de comportamento, que na análise da profissional passa pela ideia de que não serão infectados. 

“Pelo fato de acreditarem que a doença não irá atingi-los, se comportam dessa forma, mesmo reconhecendo o perigo de contrair o coronavírus. Isso se explica como um mecanismo de defesa (negação da doença)”.  

Questionada se as pessoas  já não vivem mais o drama do luto, se tantas mortes no Brasil e no mundo já não abalam, Cícera Oliveira explica: “Aos poucos preferem negar essa possibilidade ao se comportarem como se a morte fosse algo bem distante. Na sociedade ocidental existe uma falsa crença de imortalidade como uma visão de que a morte é injustificada ou inesperada. Não é costume nosso nos preparamos para a morte, por isso que é negada”.  

Esse tipo de comportamento, diz a psicóloga, é “mais comum nos jovens, até porque eles preferem viver o momento presente (prazer imediato). Embora os idosos na maioria das vezes não querem morrer. Exceto aqueles que acreditam que são especiais e nada irá lhe acontecer (personalidade narcisista). Vivenciamos isso no Brasil com algumas figuras nacionais”.  

O relaxamento das medidas de proteção é frequente principalmente em que não passou pela experiência do contágio, como informa a profissional. 

“As pessoas que se comportam dessa forma, são as que não tiveram essa experiência e passam a acreditar que o vírus está bem distante delas”.  

Mas ao mesmo tempo que muitas pessoas se arriscam, elas também vivem a angústia da incerteza. “Para as pessoas que já sofriam algum transtorno mental será intensificado e virão à tona algumas patologias de ordem psíquica nesse momento de pandemia”.  

Quanto a futura geração pós-pandemia, se ela será mais consciente, mais solidária, a psicóloga responde que depende.   

“Umas podem se tornar mais conscientes e serem mais solidárias. Com a experiência tiraram alguma aprendizagem. Enquanto que outras continuaram negando a realidade e passando uma ideia de que acostumou com um sofrimento e viverá negociando, barganhando esse sofrimento”.  

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Com equipe 100% feminina, salão de beleza é referência em Maceió: “Equipe unida e que se apoia”

Foi de uma forma despretensiosa que surgiu o Studio Blessy. O salão fica localizado no bairro da Ponta Verde, em Maceió, e é administrado por Larissa Ribeira, de 34 anos. Ao Eufemea, a empresária contou como surgiu o salão que é referência no mercado da beleza de Maceió.

Segundo Larissa, a ideia de ter um salão próprio surgiu após ela frequentar o salão de uma amiga. 

“Entramos em negociação, mas não deu certo e acabou me despertando o desejo de abrir um, pois eu já estava querendo um novo negócio”, disse. 

Como Larissa era cliente assídua do salão, ela perguntou às funcionárias se elas trabalhariam com ela, caso abrisse um negócio. “E elas toparam na hora”, disse.

Na época, Larissa não tinha conhecimento na área, mas teve assistência da Lara Leão, sua cabeleireira. “Ela passou a me acompanhar em todas as minhas escolhas e até hoje faz parte da minha equipe”.

O Blessy Hair Studio foi inaugurado no dia 19 de dezembro de 2017. “Em uma semana compramos tudo, fizemos a reforma e abrimos ele”.

Larissa Ribeiro comanda o salão. Foto: Cortesia

Assim como todo negócio, Larissa encontrou algumas dificuldades no começo, principalmente na área financeira. “Eu fiz algumas escolhas erradas que me prejudicaram, mas graças a Deus não tive abalos com a minha equipe”.

Mas o diferencial do salão de Larissa é a equipe 100% feminina que é unida. De acordo com ela, a equipe sempre esteve junta e fiel. “Foi um ano difícil, pois era o começo de tudo. Mas Deus sempre foi muito maravilhoso comigo e sempre esteve do meu lado, junto com meu esposo Telmo Ribeiro que me deu forças e coragem pra seguir em frente sempre. Além das minhas funcionárias que sempre foram parceiras”.

“Tive que ir me aperfeiçoando, buscando conhecimentos, errando e acertando, procurando profissionais que me orientassem, entendendo um pouco de cada área, mesmo eu não fazendo nenhum tipo de serviço. É um aprendizado constante”, reforçou.

Foi em 2019 que as mudanças vieram. O Studio mudou de nome e nasceu com a proposta de trazer uma ‘cara nova’. “Buscando cada vez mais melhorias para o nosso crescimento”.

O ano de 2020 foi um divisor de águas para ela. “Enfrentamos as dificuldades da pandemia, mas como tudo na minha vida, eu transformo as coisas ruins em aprendizado, enfrentamos da melhor maneira possível e sempre com o apoio das minhas parceiras”.

Hoje, o Studio é formado por 10 mulheres e é referência no mercado em Maceió. “Eu fico extremamente feliz com o Studio Blessy sendo também referência no ramo da beleza aqui em Maceió. Busco melhorias sempre, busco estar sempre presente e ao lado da minha equipe. Me orgulho muito do que construí junto com elas, pois elas foram as peças fundamentais para o meu crescimento”.

Para o próximo ano, a empresária quer investir em mais conhecimentos e aperfeiçoamento da equipe. “Trazendo o diferencial para o meu salão”.

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Enfermeira reinfectada por Covid diz que pegou o vírus com colega de trabalho

A enfermeira  Lilia Almeida Veiga, 66 anos, ficou surpresa ao receber o resultado do teste para Covid-19 e saber que estava, mais uma vez, infectada pelo vírus. Ela trabalha no Hospital Geral do Estado (HGE) há 26 anos e teve coronavírus em abril. No último dia 4 de dezembro começou a sentir os sintomas e no último dia 11 de dezembro recebeu a confirmação, por exame, que o resultado era positivo para Covid.  

“Quando descobri fiquei surpresa. Não esperava, principalmente quando descobri que a contaminação da segunda vez foi através de um colega de trabalho, um médico que peguei carona para o interior. Ele não sabia que testaria positivo naquele dia. Fiquei um pouco com medo. Mas a primeira vez foi pior, principalmente os sintomas. Desenvolvi um quadro de ansiedade, acordava durante a noite pensando que ficaria sem respirar, mas superei”, conta Lilia. 

A profissional, formada em Enfermagem, atua também no hospital de Flexeiras e relata que não precisou ficar internada, nem no primeiro contágio nem agora. Ela segue em isolamento em casa, se recuperando do segundo contágio pelo coronavírus.  

“Iniciei os sintomas mais ou menos no dia 4 de dezembro com um queimor na garganta, sensação de como tivesse com crise de amigdalite. Dessa vez fiquei alerta e no dia 8  solicitei à médica que estava no setor medicando os pacientes pra pedir o PCR. Disse que gostaria de fazer e ela prontamente preencheu o formulário de notificação. Chamei a funcionária do laboratório que fez a coleta”. 

Lilia diz ainda que no último dia 11 “estava viajando para o interior quando recebi uma ligação do GVT, setor HGE, comunicando que o meu resultado era positivo pra Covid”.  

“Tive Covid em abril e não precisei ser internada ao apresentar sintomas de tosse. Via esse sintoma como de sinusite. Com o passar dos dias achei estranho pois não melhorava com antialérgico. Iniciei a automedicação com azitromicina e ivermectina, foi quando resolvi procurar o meu plano e solicitar o teste PCR”. 

Foi no trabalho no HGE que Lilia se infectou pela primeira vez. “Usava equipamento de proteção, tipo máscara e luvas. Porém, a máscara facial tivemos que comprar pois no início o hospital não ofereceu à equipe de enfermagem, como a N95 também”, revela Lilia. 

“Estava registrando algo num prontuário quando fui chamada com urgência pra socorrer uma senhora que estava passando mal. Esqueci da máscara facial e a mesma respirou no meu rosto. A partir desse dia iniciei o sintoma de tosse. Na minha família ninguém foi contaminado. Mantivemos o distanciamento”.

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Criança pede cateterismo em cartinha de natal para Papai Noel e ganha cirurgia

A carta de Maria Júlia, de 11 anos, para o Papai Noel foi bem diferente das outras crianças. É que ela pediu de presente de natal, um cateterismo, já que sofre de cardiopatia. A cartinha, escrita por ela mesma, acabou viralizando nas redes sociais e o pedido foi atendido. Maria teve alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital da Criança de Goiânia nessa quarta-feira (16).

Ao site Metrópoles, a mãe da criança Maria  Fontinele, 41, disse que a filha nasceu com uma síndrome conhecida como ‘do meio coração’. A menina já passou por oito cirurgias. 

Moradoras da Cidade Ocidental, no Entorno do DF, mãe e filha passaram a frequentar Goiânia constantemente na busca de um tratamento. Os médicos afirmaram que seria necessário um cateterismo.

Ela esperava há meses no Sistema Único de Saúde (SUS) para poder realizar o procedimento. Enquanto isso, conta Arilene, o estado de Maria Júlia se agravava: ela apresentava um inchaço cada vez maior, assim como cansaço. O coração também começou um processo de enrijecimento, dificultando as batidas.

“Certa noite ela me perguntou ‘Mamãe, e meu cateterismo?’ E eu disse que teríamos a resposta naquela semana”, detalha a vendedora. “Mas então ela disse ‘vai nada, toda semana a senhora diz isso’ e eu falei que ela precisava ter fé”.

Arilene montou a árvore de Natal caseira na mesma noite, deixando uma meia como espaço para cartinhas ao bom velhinho. Já na manhã seguinte ela se deparou com o pedido de Maria Júlia.

“Este ano aconteceu uma coisa que me deixou chateada eu comecei a inchar em algumas partes do meu corpo”, escreveu a menina. “Este Natal o meu presente seria esse o cateterismo eu ficaria muito feliz se você conseguisse, para eu parar de inchar”, escreveu Maria Júlia.

A carta, enviada por Arilene a uma amiga via WhatsApp, não demorou a viralizar. O caso comovente chegou até a equipe do Hospital da Criança em Goiânia, que doou o procedimento.

Agora, após cirurgia, Maria está bem. Mas precisará de tratamento devido à condição grave.

*com informações do site Metrópoles

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2021 é de incerteza para a economia, diz especialista: “Fim do auxílio-emergencial penaliza vulneráveis”

Incerteza, é o que vive o mercado econômico para 2021 e, por tabela, o trabalhador brasileiro. A pandemia do novo coronavírus afetou diretamente diversas áreas, entre as quais a economia, onde os impactos são de curto, longo e médio prazos. E o que esperar do ano que se aproxima? Quem responde é a cientista política Luciana Santana, segundo a qual, com o fim do auxílio-emergencial e do socorro financeiro pelo governo federal a estados e municípios, as perspectivas ainda são bastante incertas.

Mas o impacto já é sentido nos preços dos alimentos, que seguem numa escala crescente de aumento, ‘sufocando’ o consumidor, principalmente as populações mais vulneráveis. 

“Sem recursos financeiros disponíveis para as populações vulneráveis, sem recursos para os governos estaduais e municipais, os pobres, que se encontram em situação mais vulnerável, acabam sendo os mais penalizados caso não haja novas medidas de proteção”, afirma Luciana. 

Situação que ainda não foi tão sentida, como ela afirma, porque os benefícios estão em vigor.

“Como a gente teve alguns incentivos econômicos a partir de maio – auxílio-emergencial e também socorro aos municípios e estados, a economia brasileira acabou não sentindo tanto quanto as perspectivas apontavam no início da pandemia. Isso fez com que hoje a gente não tenha uma situação de muita gravidade como poderia ter caso não houvesse aprovação desses benefícios”, diz. 

Daí porque, segundo Luciana Santana, “alguns grupos sociais ainda se encontram em situação de recuperação, especialmente aqueles autônomos e que não se encaixaram nos requisitos do governo para receber o auxílio emergencial, mas uma parte considerável das populações vulneráveis foi atendida. Mas a gente sabe que o auxílio emergencial acaba agora em dezembro. Então, há uma tendência clara de que a economia possa sofrer algum abalo a partir do próximo ano”.  

O mesmo, destaca a cientista política, devem sentir os gestores assim que assumirem o mandato a partir de 2021.  “Eles também não vão encontrar uma situação muito tranquila, já que não se sabe exatamente se haverá possibilidade de aprovação de novos recursos. O ano legislativo começa só a partir de fevereiro, fora que a gente tem mudança na Mesa Diretora, então pode ser que essa situação não seja resolvida no curto prazo, e aí as perspectivas ainda são bastante incertas com relação à economia”. 

Sem auxílio e com aumento de preços 

No entanto, a profissional diz que isso não significa que a economia estagnou. “Ela ganhou um aquecimento, sobrevida por causa desses recursos que foram injetados. Hoje, há uma situação de movimentação econômica, mas um estado de alerta que precisa ainda ser acompanhando”. 

E lembra que com escassez de muitos produtos, problemas em vários setores, há uma elevação de preços, tendo em vista que empresários e comerciantes estão tentando recuperar prejuízos que tiveram no início, especialmente nos primeiros meses da pandemia.   

“Isso faz com que a gente acabe tendo também uma inflação maior e impactando. A gente vai ao supermercado e vê que houve uma alteração drástica nos preços. Isso não é apenas por questões sazonais de produtos ou de alimentos de forma localizada. Isso tem sido bastante generalizado”. 

As consequências do fim do auxílio-emergencial, alerta a cientista política, “é o desaquecimento da economia. E aí sim, a gente pode falar numa situação de maior gravidade econômica e num alerta mais acentuado. O poder de compra das pessoas com certeza vai reduzir drasticamente, as pessoas vão começar a reivindicar, especialmente porque esse recurso não é para esbanjar. É pra sobrevivência. Então vai começar a pesar sobre o padrão de vida dessas pessoas. Se elas não tiverem o mínimo para sobreviver, se o Estado não der nenhuma proteção, se não houver uma oferta maior de empregos no país, a tendência é que a gente tenha uma crise política bastante acentuada”. 

Quanto ao estado de letargia que parece afetar o brasileiro, Luciana Santa considera que isso ocorre pelo momento que o mundo enfrenta. 

“Eu diria que essa desmotivação tem vários aspectos: a pandemia é o principal e o segundo, a própria falta de alternativas de como reagir a um governo extremamente inoperante, que não realiza de fato as suas atribuições, não dá o mínimo à população, que é uma qualidade de vida adequada, de serviços adequados, de orientações. Pelo contrário, o que a gente tem é o negacionismo exacerbado. O anticientificismo, uma falta de planejamento, de interação com outros entes federados para dar à população uma vida mais digna”, conclui.