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Top English arrecada fraldas e leite em pó para gestantes em situação de vulnerabilidade social em Maceió; saiba como ajudar

Foto: Miguel Boyayan

Arrecadar fraldas e leite em pó para o projeto intitulado “Maria Giovana”. Esse é o objetivo de uma ação da escola de inglês, Top English, em Maceió. Os itens arrecadados serão doados para as gestantes que vivem em situação de vulnerabilidade social em Maceió. 

A ação da Top English partiu da necessidade de ajudar gestantes que estão vivendo o momento mágico da maternidade, mas que encontram dificuldades por causa da pandemia.

Para incentivar a arrecadação e divulgar a campanha, a Top English escolheu algumas pessoas que pudessem ajudar a ação social.

Os pontos de arrecadação são: Corretora de Seguros Konfiantza; Clínica Covatti e Wanderley e sede da Top English Maceió, no bairro do Feitosa. Caso a pessoa não possa levar, a Top English poderá buscar a doação. Basta entrar em contato via redes sociais através do direct da @topenglishmaceio

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Estudantes da Ufal criam perfis no Instagram para orientar sobre Assédio e Burnout

Sob a orientação das professoras Roberta de Albuquerque Wanderley e Maria Deysiane Porto da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), os estudantes do 8º período de Medicina do Campus Arapiraca estão desenvolvendo projetos para orientar aos trabalhadores e trabalhadoras sobre assédio moral no trabalho e Síndrome de Burnout. Devido a atual situação da pandemia, os alunos escolheram criar perfis nas mídias sociais.

O Eufemea conversou com Roberta de Albuquerque, uma das orientadoras do projeto.

Segundo Roberta, devido o ano de 2020 ter sido difícil para todos, alguns profissionais estão vivendo com a síndrome de burnout e não percebem por falta de conhecimento dos sinais e sintomas da sua patologia.

“Por isso que eles não procuram ajuda.  Os profissionais podem apresentar vários sintomas que caracterizam a síndrome. É comum um sentimento de fracasso, de incompetência, que levam à falta de apetite, alteração do sono, e outros comprometimentos. É importante conscientizar as pessoas sobre a síndrome para reconhecer o momento de procurar ajuda médica”, explicou.

Já sobre o assédio, Roberta explicou que isso é uma prática constante na sociedade e nos ambientes de trabalho e às vezes no ensino, que pode causar ou piorar quadros de transtornos mentais.

“É extremamente necessário aprender o que é, em que situações se enquadram, para orientar e atender melhor os pacientes. Por isso decidimos estimular os alunos a criarem meios que facilitem a divulgação sobre essas informações”, afirmou.

Professoras orientadoras. Foto: Cortesia

A turma é composta por 27 alunos, que foram divididos em 4 grupos, onde dois grupos apresentaram seminários para aprofundamento dos temas e apoiaram a elaboração dos produtos, e dois grupos realizaram o planejamento e a execução do projeto.

Então, surgiu o perfil @pare_erepare sobre assédio, com vídeos, notas e histórias didáticas para tentar dimensionar o que seria assédio moral. Já no perfil @medufal.ara02 os alunos abordam o tema sobre Burnout que aborda o tema de forma leve, com especialistas participando na tentativa de alcançar professores e profissionais da saúde que acompanham a turma.

“As mídias são uma ferramenta poderosa de informações, hoje o Instagram é acessado por milhares de pessoas. Um ambiente de fácil acesso e sendo utilizado como forma de conscientização da população. Esta ação acaba sendo uma arma poderosa para fortalecer a autonomia do cidadão”, ressaltou a professora.

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Cotidiano Interna Notícias

Ação social visa arrecadar materiais de higiene feminina para distribuição mensal; saiba como ajudar

Você conhece o Projeto Menstruação Solidária? Ele foi idealizado pela jurista e perita judicial ambiental, Kamila Neri. A cada mês, o Projeto Menstruação Solidária promove uma campanha de arrecadação de materiais de higiene pessoal feminina, como absorventes, sabonete íntimo e papel higiênico, para distribuição de kits a pessoas em situação de vulnerabilidade social.

A ação visa promover o bem-estar e o desenvolvimento social delas, apresentando um serviço individualizado com orientação socioeducativa e, neste mês, fará as entregas entre 28 e 30 de abril.

A higiene íntima feminina precisa estar na rotina de cuidados diários, pois é a principal forma de prevenir infecções e manter a saúde da mulher em dia. O projeto que mensalmente fornece kits com produtos essenciais, também conta com uma orientação quanto à importância deste cuidado e informação para combater os tabus que ainda envolvem o tema, explica a idealizadora do projeto, jurista e perita judicial ambiental, Kamila Neri.

“É de grande valia esse olhar crítico e, ao mesmo tempo, caridoso para a saúde feminina em relação ao período menstrual. Estamos minimizando um problema agora, mas nossa proposta é chamar a atenção dos poderes legislativo e executivo quanto à questão da saúde da mulher, até que surjam políticas públicas para tais entregas, seja no Sistema Único de Saúde, seja em escolas”, explicou.

Saiba como contribuir

Além de produtos de higiene, o Projeto Menstruação Solidária também busca parceiros que contribuam com a logística para a entrega dos kits arrecadados, tanto na logística de transporte, como no combustível.

As doações podem ser entregues, ao longo de cada mês, em quatro pontos de Maceió:

  • na Serraria: Galeria San Nicolas, na loja Koli;
  • no Farol: Rua Desportista Barros, 135, Pitanguinha, após a igreja Católica;
  • Ponta Verde: Avenida Dr. Antônio Gouveia, Edifício Studio, 413, Apto 305;
  • Praia da Avenida: Av Assis Chateaubriand, 2998, Edifício Assis Chateaubriand, apto 705.

O material arrecadado é entregue a cada final de mês a mulheres em situação de rua, comunidades carentes e ONGs da Região Metropolitana de Maceió. Para mais informações, pelo telefone (82) 98140-6736 ou pelos perfis no Instagram @mensoloficial e @peritakamila.

*com informações da Assessoria

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Eufemea lança prêmio para homenagear mulheres de destaque do Nordeste; veja categorias

Foto: Internet

Foi lançado nesta segunda-feira (26), o 1º prêmio Mulher de Destaque Eufemea que busca premiar as mulheres de todo Nordeste em sete categorias. A ideia do prêmio após uma sugestão da perita alagoana Kamila Neri.

Ao todo serão sete categorias: gastronomia, moda e beleza, ação social, empreendedorismo ou marketing, saúde, tecnologia e meio artístico.

A votação será feita via redes sociais e começará nesta terça-feira (27). Apenas mulheres do Nordeste podem ser indicadas e votadas. O prêmio irá contemplar uma mulher em cada categoria.

A vencedora receberá um troféu exclusivo Eufemea, além de divulgação no Portal de notícias e redes sociais.

Os nomes das ganhadoras serão divulgados no via live com transmissão pelo Youtube. A data ainda será anunciada.

Para mais informações acesse o @portaleufemea no Instagram

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Estilo de vida Interna Notícias

Comandado por mulheres, Projeto Fiolaser+ Leve reúne procedimentos estéticos, alimentação e pilates funcional em Maceió

Fotos: Orlando Costa

Cuidar da saúde de dentro para fora. Esse é o propósito do Projeto Fiolaser+ Leve, lançado ontem, em parceria com a nutricionista Emilly Araújo, e a fisioterapeuta e instrutora de pilates Lilian Batista. Com a rotina intensa e a pandemia, algumas pessoas deixaram de lado a alimentação e os exercícios físicos; mas o projeto comandado por mulheres traz de volta a importância de cuidar de si, melhorando a qualidade de vida através da alimentação, pilates funcional e procedimentos estéticos.

Dentro do projeto, cada uma das profissionais exerce uma função diferente, oferecendo segurança e cuidado para cada cliente (seja ele do público feminino ou masculino). O projeto dura 60 dias, incluindo avaliação nutricional e protocolos personalizados finalizando com retorno do cliente para avaliação do resultado com antes e depois.

Ao Eufemea, as administradoras e sócias da Fiolaser, Larissa Barbur e Priscila Brito explicaram os benefícios do projeto.

Priscila Brito. Foto: Orlando Costa

À reportagem, Larissa explicou o sucesso da franquia nacional que está em expansão contínua forte no Brasil. A empresa tem 12 anos no mercado e já realizou mais de 1 milhão de procedimentos estéticos.

“Trabalhamos com depilação e estética integrada, inserindo novos serviços voltados para a saúde, beleza e bem estar. Nossas tecnologias são as mais avançadas e confortáveis do mercado e sempre estamos em busca de inovações”.

Por ser líder no mercado e entender a necessidade de cada cliente, a Fiolaser idealizou esse projeto para cuidar do cliente de dentro para fora e buscou parcerias. Além da depilação a laser, a fiolaser oferece massagens, drenagens, entre outros procedimentos.

Larissa Barbur. Foto: Orlando Costa

“Buscamos pessoas que amam o que fazem. Nesse projeto nós envolvemos a questão nutricional e o acompanhamento no antes e depois. Cuidamos da parte física com o pilates funcional que vai agir na área localizada aliado com os procedimentos estéticos e com ajuda da parte nutricional. É uma ação em conjunto porque entendemos que uma depende da outra”, afirmou. Nós abraçamos todas as pontas e cuidamos da saúde do cliente de dentro para fora”, acrescentou Larissa. 

Entre em contato com a Fiolaser neste número: (82) 98204-5484.

Pilates funcional 

Parceira do projeto, a fisioterapeuta, proprietária do studio Leve e instrutora de pilates Lilian Batista disse que o pilates vai melhorar a qualidade de vida da pessoa por meio de exercícios, saúde e bem-estar. 

Segundo ela, o pilates vai tonificar a musculatura de forma geral e específica. “Melhorando a consciência corporal e ajudando no controle de peso”.

Lilian Batista. Foto: Orlando Costa

Sobre o projeto, Lilian enfatizou que está feliz com o lançamento dele e que ser chamada para parceria é “um grande reconhecimento a toda dedicação dela com o trabalho”. Ela garante que a experiência é gratificante.

E como a instrutora vai agir neste projeto? Segundo Lilian, o pilates funcional vai agir na área localizada que a cliente precisa.

Para a fisioterapeuta, é importante que as pessoas retomem os cuidados mesmo neste período de pandemia. “Não vejo que essa falta de cuidado foi de forma voluntária, mas acho que houve um desânimo. Por causa disso, a parte estética e o bem-estar foram afetados, mas nós estamos aqui para mudar essa situação e proporcionar cuidado para cada uma das pessoas”.

Alimentação saudável

Alimentação saudável e bons hábitos. Parceira do projeto, a nutricionista Emilly Araújo desempenha no +Leve uma função importante: a de ser uma facilitadora no processo.

“Irei atuar como nutricionista clínica e estética, buscando conhecer o paciente como um todo, rotina, hábitos, relação com a comida e as dificuldades em seguir uma alimentação saudável. Dessa forma irei tratar as queixas, sinais e sintomas, através da prescrição dietética individualizada e de metas reais e alcançáveis”, comentou.

De acordo com Emilly, os benefícios vão além da aparência e esse conjunto resulta em saúde e bem-estar. “O que é primordial para esse momento em que estamos vivendo, onde é preciso manter o corpo em equilíbrio”.

Nutricionista Emilly Araújo. Foto: Orlando Costa

“A alimentação é a base de tudo. Quando ela é saudável e está adequada às necessidades de forma individual, ela juntamente com a prática de exercícios físicos irá potencializar os resultados dos procedimentos estéticos”, explicou a nutricionista.

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Inspiradoras Interna

Youtuber é a primeira alagoana com Síndrome de Down a tirar Carteira de Habilitação no estado

Foto: Rede Social

Habilitada. Foi assim que a Youtuber Laura Ramos de Oliveira Simões (@lauraanormal), de 20 anos, que mora em Maceió, Alagoas, publicou a foto nas redes sociais da carteira de habilitação. Ela é a primeira habilitada com Síndrome de Down em Alagoas. 

A história viralizou após o irmão dela publicar a carteira de habilitação prestigiando a conquista dela no Twitter.

Rede Social

A publicação viralizou e conta com mais de 160 mil curtidas e quase 7 mil compartilhamentos.

Primeira habilitada no Brasil

Em 2019, a chefe de cozinha Maria Clara, que mora em Jardim Camburi, em Vitória, foi a primeira brasileira com síndrome de down a conseguir a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). 

Síndrome de down não é doença

A síndrome de Down ocorre quando, ao invés da pessoa nascer com duas cópias do cromossomo 21, ela nasce com 3 cópias, ou seja, um cromossomo número 21 a mais em todas as células. Isso é uma ocorrência genética e não uma doença.

Uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), diz que é possível tirar a CNH, desde que comprovada a capacidade mental, intelectual e motora nos exames padrões necessários da legislação de trânsito brasileira no processo de obtenção da carteira de habilitação.

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Cotidiano Interna Notícias

Diagnosticada com câncer, alagoana cria vakinha para comprar remédio de quase R$ 20 mil: “A doença não espera”

Maristela Araújo de Barros, de 59 anos, luta contra o câncer desde 2015, quando foi diagnosticada com câncer de mama. De lá pra cá, a alagoana passou por quimioterapia e 30 sessões de radioterapia. Em janeiro de 2021, ela voltou ao médico após se deparar com nódulos no pulmão. Após fazer um exame, Maristela descobriu que estava com câncer metastático. Por causa disso, familiares e amigos de Maristela decidiram criar uma vakinha online para comprar o medicamento que custa quase R$ 20 mil.

Segundo Maristela, quando ela foi diagnosticada com câncer de mama,  carcinoma invasivo grau 1, em 2015, ela passou pela cirurgia e retirou o quadrante. “Logo após fiz quimioterapia e 30 sessões de radioterapia consecutivas”.

A alagoana fez um tratamento durante seis anos com hormonioterapia para que o câncer não voltasse, mas ele acabou voltando.

Devido a pandemia, Maristela passou oito meses sem fazer os exames de rotina, retornando em janeiro de 2021.

“Em uma tomografia encontrei nódulos moles no pulmão e levei para minha médica. Ela pediu que fizesse um petscan e nele acusou que estava com câncer metastático no pulmão”, contou.

De acordo com ela, são múltiplos nódulos espalhados no campo pulmonar. Por causa deles, Maristela tosse e sente dores ao respirar. “Já que é um câncer metastático não existe mais perspectiva de tratamento no âmbito curativo”.

Para o tratamento, Maristela precisa tomar um medicamento que combate diretamente o câncer metastático.

“Ele vai me oferecer qualidade de vida e vai diminuir os nódulos. O câncer não espera, eu tenho muita esperança por ter visto bons resultados em pessoas próximas com o uso dessa linha de remédios que me foi indicado. Porém o SUS não fornece essa medicação, é necessário entrar na justiça para recebê-lo”.

Maristela Araújo

O remédio que a alagoana precisa é o Palbociclibi 125 mg, 21 comprimidos. Custando em torno R$19,096.15. 

“Por isso resolvemos criar essa vakinha para comprar 2 caixas de remédios para que eu inicie o tratamento o quanto antes. O meu maior sonho é ver meus netinhos casar meus filhos na Igreja e compartilhar momentos inesquecíveis com minha família amada, só assim serei completa”, explicou.

Quem puder ajudar, basta clicar neste link para doar.

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Estilo de vida Interna Notícias

Como casais homoafetivos femininos podem ter filhos? Médica explica possibilidades

Desde 2011, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a união estável entre casais homoafetivos como entidade famíliar, o Conselho Federal de Medicina (CFM) afirma em suas resoluções, iniciando pela de 2013, o direito desses casais e pessoas solteiras, a terem filhos através da reprodução assistida.

Mas afinal, quais são essas possibilidades? Para casais homoafetivos femininos são duas: Inseminação artificial (IIU) e a fertilização in vitro.

Na inseminação artificial, os espermatozóides doados através do banco de sêmen (nacional ou internacional) são inseridos por via vaginal até o útero da parceira que vai gestar.

Já na FIV, existem algumas possibilidades: os óvulos de uma delas fecundados com o sêmen do doador, e ela mesma engravidar, ou os óvulos fecundados de uma pode ser colocado no útero da outra (gravidez compartilhada); além disso também existe a possibilidade dos óvulos fecundados de ambas serem implantados no útero de uma delas.

Lembrando que  a indicação do tipo de tratamento será sempre individualizada, de acordo com a idade, reserva ovariana, avaliação tubária e percentual de chances.

E mais, ainda é possível que uma das parceiras doe seus óvulos, para o banco de óvulos, no programa de doação e óvulos, levando a uma redução considerável nos custos do seu tratamento.

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Estilo de vida Interna Notícias

‘Piscininhas de maquiagem’: pré-venda de linha exclusiva de influencer alagoana já está disponível e com frete grátis

Foto: Instagram

Piscininhas de boca, augíssima, poderoso, lacríssima. Esses são alguns nomes dos produtos da nova linha de maquiagem e fragrâncias exclusivas da Rica de Marré by Vult que já está disponível para pré-venda e tem frete grátis nas compras acima de R$ 59,99. Quer saber mais? Confira abaixo.

Como já havíamos anunciado aqui no Portal Eufemea, a alagoana e digital influencer Gabriela Sales divulgou em suas redes sociais a nova parceria com a já conhecida marca de maquiagem Vult.

Caso ainda não tenha visto, leia aqui: https://www.eufemea.com/2021/03/de-alagoas-para-o-mundo-rica-de-marre-lanca-a-sua-propria-linha-de-maquiagens-em-parceria-com-a-vult/

Ela mesma fez o seu marketing, logo, já criou curiosidade e desejos pela nova linha em seus seguidores. Nos últimos dias em seu Instagram, a Rica deu vários spoilers sobre seus produtos.

A influencer terá uma linha completa de makes, com produtos desde batons até perfumes, que ganharam nomes referentes aos seus bordões mais conhecidos, como as famosas “piscininhas”. Inclusive, virou até nome do batom dela.

Para as lacrinhas e os lacrinhos ansiosos para adquirirem os produtos, preparem os cartões. A partir de hoje, você já pode comprar os produtos clicando neste link.

E para você, o que mais chamou a atenção nessa nova linha de produtos da Rica? Deixe aí nos comentários, que iremos fazer comentar os produtos que vocês mais gostaram.

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Promotora de Justiça em Alagoas lança livro sobre violência doméstica em tempo de pandemia

Isolada dentro de casa e, na maioria das vezes, tendo que conviver com o agressor. A pandemia do novo coronavírus trouxe um aumento de casos de violência doméstica em todo país. Para ajudar a vítima a romper com o ciclo de violência e vendo o crescimento de casos, a Promotora de Justiça de Alagoas, Stela Valéria Soares de Farias Cavalcanti, de 48 anos, lançou o livro: “Violência doméstica em tempo de pandemia – Repercussão do Isolamento Social nas Relações Familiares à Luz da Lei Maria da Penha”.

Stela Valéria Soares é mestre em Direito Público pela Universidade Federal em Alagoas, Especialista em Direito Constitucional e contou ao Eufemea um pouco sobre o livro.

Segundo a promotora, ela decidiu lançar um livro acerca da violência doméstica durante a pandemia, diante da constatação do aumento dos casos desse tipo de delito durante o isolamento social, e pela maior vulnerabilidade das vítimas aos agressores.

“Também para estimular estudantes e profissionais das mais diversas áreas do conhecimento científico para que eles se debrucem sobre o tema e entendam o fenômeno da violência contra as mulheres”, disse.

Livro é dividido em 3 partes

Stela explicou que o livro é dividido em três partes. Na primeira, a autora apresenta o tema, fala sobre o fenômeno da violência contra a mulher, demonstrando o perfil da vítima e do agressor com base em pesquisas e dados estatísticos.

“A violência doméstica é apresentada como uma grave ofensa aos direitos humanos das mulheres, elencando os Tratados e Convenções Internacionais ratificados pelo Brasil”, justificou.

Na segunda parte, são abordados os antecedentes históricos da Lei Maria da Penha e a Lei é dessecada, artigo por artigo.

Na terceira e última parte, é tratada a violência doméstica em tempo de pandemia da covid-19. “É apresentado um repertório atualizado de jurisprudências”.

Segundo Stela, o livro serve de orientação para profissionais de todas as áreas para que eles prestem um atendimento mais humanizado e completo às mulheres em situação de violência doméstica, por ser multidisciplinar e de fácil manuseio.

“Todas as pessoas deveriam ler este livro para se instruírem e também para poderem orientar vítimas que precisam de ajuda para romper o ciclo de violência”, explicou.

A promotora também reforçou a importância da denúncia. “É o primeiro passo para uma vida livre da violência. Procurem ajuda. Não sofram caladas. Existe uma rede articulada de proteção para ajudá-las”.

Ela lembra que existem mecanismos de denúncia online do Governo Federal, o Disque 180 e cada estado possui profissionais capacitados para prestar o atendimento às vítimas.

O livro pode ser adquirido no site da editora Juruá: https://www.jurua.com.br/ 

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Estresse no ambiente familiar e falta da escola: como situações da pandemia prejudicam a saúde mental das crianças

Foto: Ilustração/Internet

Você já parou pra pensar em como está a saúde mental das crianças e dos adolescentes neste momento de pandemia? Sem poder ir à escola, ficando mais tempo em suas casas, eles estão estão mais vulneráveis em sua saúde mental, apresentando mudanças repentinas de comportamento.

Meninos e meninas que até então eram mais alegres e ativas, têm ficado mais tristes, retraídas e com sinais de depressão, irritação, choro e hiperatividade, entre outros. Isso foi constatado em uma pesquisa recente da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e da Federação das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). Tais mudanças de comportamento foram relatadas em pacientes atendidos durante a pandemia por 88% dos 1.525 profissionais entrevistados em todo o país.

Segundo a especialista em orientação parental e professora Camille Cavalcanti Wanderley, do curso de Psicologia do Centro Universitário Tiradentes (Unit Alagoas), tais impactos na saúde mental das crianças são sentidos igualmente por todo o núcleo familiar.

“Todos os seres humanos estão passando por momentos de muita dificuldade, onde a população, de uma hora para outra, vê todos os seus costumes e hábitos passarem por transformações, e isso impacta. Muitas vezes os pais, além da demanda do trabalho, estão tendo a demanda da própria casa, sem estrutura adequada. Isso eleva o nível de ansiedade, de estresse dentro do ambiente familiar”, afirma ela.

Ainda de acordo com Camille, a falta de manejo da família com o ambiente psicológico da casa faz com que a criança termine convivendo com essas situações de estresse e sofra com situações que vão do abandono às agressões verbais e físicas.

Especialista em orientação parental e professora Camille Cavalcanti Wanderley

Isso passa também pelos crimes sexuais cometidos através da internet. “As crianças estão convivendo muito no ambiente virtual por conta da pandemia e também estão expostas a um risco muito grande. Muitas vezes, os pais estão despreparados sobre como lidar com essa situação da internet e utilizando também as telas como recurso de entretenimento para essas crianças, não têm noção do perigo que elas estão correndo”, alertou.

A falta do ambiente escolar, visto como ponto de refúgio e de denúncia, faz com que muitos destes casos sejam omitidos ou subnotificados aos órgãos de proteção à infância e à adolescência. E além disso, segundo a psicóloga, afeta significativamente a formação social da criança, principalmente as que estão em fase de desenvolvimento e interação com outras pessoas. Para ela, o convívio social é fundamental para formar o caráter e a personalidade de meninos e meninas.

Os pais, além de ficarem atentos às mudanças de comportamento, também precisam de ajuda profissional para saber lidar com as questões suscitadas por este momento de pandemia, principalmente na relação com os filhos.

“Nós não passamos por outra pandemia de tal dimensão. Então, não temos repertório para saber lidar com várias situações em que nós estamos sendo colocados. Isso tudo causa uma desarmonia no ambiente familiar. Daí, a importância da orientação parental, para saberem reconhecer seus sentimentos, lidar com suas crianças e com o momento em que elas vivem”, orienta a professora.

*com informações da Assessoria

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Stalking: Perseguir na rede social ou fora dela agora é crime; advogada explica penalidades

Foi sancionada no dia 1º de abril, uma lei que tornou crime a prática de stalking. A palavra em inglês é utilizada na prática de caça, deriva do verbo stalk, que corresponde a perseguir incessantemente alguém seja fora da rede social ou dentro dela. Quem for condenado pode pegar até três anos de prisão, dependendo dos agravantes, além de multa.

O projeto passou recentemente pelo Senado e foi aprovado pelo plenário por unanimidade em uma sessão no dia 8 de março, dedicada a pautas que combatem a violência contra a mulher. A autora da lei é a senadora Leila Barros (PSB).

Ao Eufemea, a advogada Bruna Sales explicou o que caracteriza o crime e deu mais detalhes sobre o assunto.

Segundo Bruna, o stalking pode ser considerado crime quando existe ameaça à integridade física ou psicológica da vítima; restrição da capacidade ou liberdade de locomoção ou invasão, perturbação da privacidade ou liberdade da vítima. 

“Quando você entra na rede social e começa a mandar mensagem de forma reiterada para aquela outra pessoa, enche a caixa de e-mail da pessoa. A pessoa lhe bloqueia, você faz um para outra página segui-la. Isso é que é o stalking, uma coisa que acontece de forma habitual”, explicou.

O que fazer se você for uma vítima?

A advogada explicou que caso a pessoa seja vítima, ela deve procurar uma delegacia para fazer um boletim de ocorrência e buscar um advogado especializado ou a Defensoria Pública para propor as ações cabíveis junto ao judiciário. 

A pena para quem pratica o crime e de 6 meses a 2 anos e pode ser aumentada na metade se cometida contra criança, adolescente ou idoso, duas ou mais pessoas e quando o crime for cometido contra mulher ou sua condição de mulher. Segundo Bruna, o legislador foi justo ao considerar as questões de gênero que envolvem o crime. 

A advogada também acredita que a lei ter sido sancionada significou um avanço importante. Ela conta que é uma adequação legal aos avanços do mundo globalizado, que assim como surgem as vantagens, também surgem as desvantagens.

“Estamos vivendo em um mundo cada vez mais digital, onde as pessoas expõem suas vidas e abrem mão de parte da sua privacidade compartilhando suas rotinas e pensamentos”, diz.

Bruna ressalta que embora a internet nos dê essa liberdade, ela não é terra sem dono e devemos sempre respeitar o espaço do outro. É um crime que tutela um bem jurídico que Bruna defende diariamente, na sua jornada que é a liberdade individual.