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“Não é um universo fácil de trabalhar, mas é encantador”, diz cofundadora de startup de tecnologia para mulheres

A alagoana Gesyca Santos, 34 anos é cofundadora da startup Mulheres Connectadas que surgiu de uma dor dela e da sócia Alessandra Pontes, que transitavam no mesmo ambiente de trabalho, mas em projetos distintos. No início de 2020 — bem no começo da pandemia — Gesyca e Alessandra resolveram juntas as suas inquietações, expertises e habilidades para criar uma startup de Tecnologia social.

Ao Eufemea, Gesyca contou que o propósito do Mulheres Connectadas é “conectar mulheres que transitam pelos ambientes de empreendedorismo, ciência, tecnologia e inovação”. Além disso, Gesyca também comentou sobre os desafios que enfrenta como mulher, entre eles o machismo e o racismo.

Para que elas possam realizar negócios e que sejam monitoradas em sua jornada empreendedora por meio de uma plataforma digital.

“Através de uma plataforma que coloca em evidência seus produtos desenvolvidos dentro da universidade, como também, possibilitar essas cientistas a negociar o seu produto por meio da plataforma”, explicou.

A cofundadora contou que um dos serviços que elas oferecem é o Selo Mulheres Connectadas por meio de um diagnóstico situacional relacionado a promoção de igualdade de gênero, tendo como base agenda 2030 da ONU; Mapeamento de talentos na área de tecnologia e inovação, além, de consultorias, mentorias e palestras”, comenta.

Gesyca Santos e Alessandra Pontes. Foto: Cortesia

E por mais que muitas pessoas ainda achem que tecnologia não é lugar para mulher, Gesyca está aí para mostrar o contrário. Ela contou que começou a se interessar por tecnologia na faculdade quando teve a oportunidade de interagir com programas de computadores possibilitando o desenvolvimento e análise de território por meio de mapas temáticos. Mas só em 2015 que ela entrou no universo do empreendedorismo, tecnologia e inovação.

“Esse universo não é fácil de trabalhar, porém, é encantador. Quando enxergamos as possibilidades de caminhos que a tecnologia pode nos levar, tenho a convicção que esse universo me escolheu, pois nunca tinha imaginado trabalhar com tecnologia e muito menos desenvolver, criar soluções para a sociedade”, afirma.

Ela também ressaltou que sua jornada foi bem intensa e que entre 2016 e 2017 criou, juntamente com mais dois colegas, a startup Fábrica de Bot, onde Gesyca desempenhou o papel de Gestora de Negócios.

A startup lhe proporcionou experiências incríveis, uma delas foi a participação na competição, “Projeto em Ação”, promovido pela Secretaria de Desenvolvimento do Estado de Alagoas, na ocasião, levaram o primeiro lugar de “Ideia Mais Inovadora”.

Confira outras conquistas de Gesyca:

  • Em 2017 participou da competição tecnológica “Design Thinking: Ideias Inovadoras para o Agronegócio” promovido pelo Sebrae Alagoanas onde levou o primeiro lugar;
  • Em 2018 participou do processo de Incubação de Empresas ligada ao programa de Inovação Tecnológica da Universidade Federal de Alagoas com a referida startup;
  • Em 2019 juntamente com mais três colegas criou a 19colab com o foco em desenvolvimento de soluções customizadas;
  • Entre 2019 e 2020 trabalhou em uma empresa de Software House;
  • Em 2020 criou a startup Mulheres Connectadas junto com sua sócia Alessandra Pontes. 

‘’No decorrer da minha jornada me fiz compreender a importância da tecnologia na vida das pessoas que não se resume apenas a um telefone ou uma máquina capaz de raciocinar mais rápido. Vai muito além disso, possibilitando transformar uma comunidade ou um país de forma significativa’’, conta.

Machismo e racismo no ambiente da tecnologia

Gesyca conta que, não é fácil ser mulher na tecnologia, os desafios são muitos e principalmente por ela ser uma mulher preta falando de tecnologia. “Quando adentramos em um campo que ainda é liderado por homens se torna ainda mais complicado, pois devo estar provado o tempo inteiro que sei, que tenho habilidade e capacidade para tal”.

Ela continua dizendo que, historicamente, áreas ligadas a ciências, tecnologia, engenharia e matemática foram dominadas por homens, em sua maioria, sem ressaltar que são espaços masculinizados, e em geral, são espaços de poder.

“Não é só o machismo. Assédio moral que tenho que lidar, também, os preconceitos raciais. Já atendi clientes que proferiram falas racistas, como também, reuniões com parceiros (empresas). Eu e minha sócia já recebemos diversos elogios com o cunho pejorativo “gosta de palco” “ousadas”, etc, nunca reconhecendo o trabalho ou nossa intelectualidade. Porém, toda essa narrativa faz compreender e principalmente serve como combustível para continuar”, enfatizou.

Prêmio Mulher Destaque Portal Eufemea

Gesyca foi vencedora na categoria Tecnologia no Prêmio Mulher de Destaque Eufemea. Para ela, ganhar em primeiro lugar fez com que ela refletisse sobre a resiliência dela diante de tantas situações desagradáveis, como: machismo, assédio moral.

“Quando vem um prêmio em uma área que estou empreendendo e me especializando a cada dia é como se fosse um atestado da trilha que venho construindo profissionalmente e da certeza que estou no caminho certo. Sei que a caminhada é longa e por meio do meu trabalho venho conquistando meu espaço. É por meio de reconhecimento como esse que me motiva ainda mais em continuar e motivar a outras mulheres juntamente com a minha sócia Alessandra por meio da nossa Startup Mulheres Connectadas”, conclui.

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Como escolher o regime de bens do casamento e da união estável?

A escolha do regime de bens do casamento/união estável implica na definição das normas que irão regular as relações patrimoniais entre os integrantes da relação afetiva. Elas vão estabelecer regras acerca da propriedade e a administração dos bens que cada um já tinha antes de casar, bem como daqueles que venham a ser adquiridos durante a convivência.

No Brasil, a regra geral é a da liberdade de escolha. Deste modo, quem vai casar ou viver em união estável pode optar por qualquer dos regimes previstos no Código Civil; sendo possível, inclusive, a criação de regimes mistos.

A definição do regime deve se dar, portanto, de acordo com as necessidades e o estilo de vida de cada casal.

Mas como se dá esta escolha?

Tratando-se de casamento, se os nubentes desejarem adotar o regime de comunhão universal de bens, o de separação ou de participação final nos aquestos, precisarão celebrar um pacto antenupcial.

Para ser válido, este precisa ser celebrado mediante escritura pública, e levado ao Cartório de Registro Civil de Pessoa Natural, que é o competente para a realização do casamento.

Se o casal firmar o pacto e posteriormente não celebrar o casamento, o regime de bens não produzirá efeitos.

No caso de união de menores que tenham entre 16 e 18 anos, o pacto deve ser aprovado pelos respectivos representantes legais, salvo nas hipóteses de regime obrigatório de separação de bens (para os casos em que um dos representantes do menor não autoriza o casamento, e é necessário suprimento judicial para casar).

Se o casal opta pelo regime de comunhão parcial de bens, não é necessário firmar o pacto antenupcial.

No caso da união estável, igualmente prevalece a liberdade de escolha, e o casal poderá definir o regime por meio de um contrato. Caso este não seja firmado pelos conviventes, aplica-se, por força de lei, o regime de comunhão parcial de bens.

É interessante destacar que o pacto antenupcial e o contrato de união estável podem estabelecer regras que vão além da escolha do regime de bens, como, por exemplo, a fixação de pagamento de pensão alimentícia a um dos integrantes da relação em caso de divórcio/separação, a prefixação de limites à exposição da família em redes sociais, dentre outras.

Por outro lado, a nossa legislação prevê algumas hipóteses em que será obrigatório o regime de separação de bens, como, por exemplo, no casamento da pessoa maior de 70 anos; da pessoa que é divorciada, mas ainda não fez a partilha de bens do casamento anterior; do viúvo ou viúva que tenha filho do cônjuge falecido, e ainda não foi realizado o inventário dos bens do casal, e dada a partilha aos herdeiros. Também será obrigatório o regime de separação de bens no casamento de menores que precisam de suprimento judicial para casar.

Por fim, algumas observações são importantes: a) para produzir efeitos perante terceiros, as convenções antenupciais precisam ser registradas, em livro especial, pelo oficial do Registro de Imóveis do domicílio dos cônjuges; b) se um dos cônjuges for empresário, o pacto antenupcial deverá ser arquivado e averbado perante o Registro Público de Empresas Mercantis.

@anacarolinatrindade.cohen

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Morar no estilo Urban Jungle: conheça mais sobre essa tendência que te aproxima da natureza

Em decorrência da pandemia, todos os setores que vinham passando por alguma mudança sofreram nesse período uma aceleração, dessa forma, antecipando as tendências a exemplo da tecnologia que ficou ainda mais presente e indispensável na vida de todos. Consequentemente, na forma de morar não foi diferente, a casa passou a ter mais importância como local de refúgio e bem-estar.

Com o distanciamento social, as pessoas ficaram mais tempo em casa afastadas do convívio com a natureza. Momento esse que favoreceu muito uma nova tendência que já era febre entre os millenials, os jovens adultos de hoje, e vem conquistando o mundo todo o Urban Jungle.

O que é Urban Jungle?

Em tradução livre, “Urban Jungle” significa selva urbana ou floresta urbana. O estilo além de trazer muita personalidade para o ambiente, é uma forma de resgatar o contato com a natureza perdido nas grandes metrópoles inserindo o verde na decoração como forma de gerar aconchego e bem-estar para quem mora na cidade.

Como não tem regras definidas oferece bastante versatilidade e adaptação podendo qualquer pessoa explorar as possibilidades do Urban Jungle, desde que gostem de cuidar de plantas como uma terapia diária.

Além do verde predominante, a tendência de decoração contempla materiais naturais, como madeira, palha, linho e outros componentes, mais comumente usados em ambientes externos.

Para aderir à tendência, é preciso usar e abusar de plantas e folhagens no interior da casa, sendo o verde o protagonista da decoração, e não apenas aquele verde da plantinha adornando a composição do ambiente. As plantas e folhagens passam a ser o foco do ambiente, uma verdadeira selva, tornando o aspecto da casa mais leve, acolhedor, relaxante e até exótica em contraponto à frieza dos grandes centros urbanos.

Como surgiu a tendência?

O motivo é simples com o aumento de cidades populosas e, consequentemente, ambientes cheios de concreto e construções, a natureza acabou ficando distante da maioria das pessoas passando a ser apenas contemplada nas férias. A situação se agrava com a imersão da sociedade na tecnologia tornando-a cada dia mais conectada aos celulares e pouco vendo o mundo lá de fora. Então, a intenção foi trazer a natureza para o interior do edifício em busca das mesmas sensações de bem-estar sentidas quando se está ao ar livre.

A tendência surgiu da propagação de informações de uma comunidade global de amantes de plantas na internet intitulada de Urban Jungle Bloggers. Encabeçada pelos amigos Igor Josifovic e Judith de Graaff, no ano de 2013. Ele, austríaco, e ela, holandesa, se conheceram em Paris e se uniram no ideal por viver em meio às espécies botânicas.

Igor Josifovic e Judith de Graaff, criadores do Urban Jungle.

Naquela época, eles ficaram sabendo que “estava na moda” ter algumas plantas em casa e o objetivo inicial era compartilhar com os seguidores as experiências de como dividir o espaço onde moram com as diferentes espécies de plantas no ambiente urbano

O blog cresceu e se tornou um sucesso de grande interesse do público e em 2017, eles lançaram o primeiro livro “Urban Jungle – Living and Styling with Plants”, com inspirações trazidas de cinco lares na Europa, ideias de design com plantas e informações acessíveis sobre como lidar com um jardim entre quatro paredes.

O estilo ficou mais forte quando arquitetos, decoradores e blogueiros da área ampliaram o debate sobre o uso de plantas na decoração. O objetivo era montar um jardim — quase como uma floresta — dentro de casa, em praticamente todos os cômodos. Com isso, surgiu a Decoração Urban Jungle, que ganhou adeptos em quase todo o mundo.

Trata-se de uma tendência relativamente moderna, mas, também é um estilo que caiu no gosto dos jovens adultos na decoração da primeira casa. Incentivado pelo compartilhamento de fotos de ambientes decorados no estilo Urban Jungle, principalmente no Instagram.

SEIS recomendações básicas que devem ser observadas antes de aderir o estilo urban jungle

A proposta Urban jungle nasceu do gosto pelo cultivo de plantas seja por botânicos ou por pessoas que praticam a jardinagem. Porém, o estilo ganhou força no grupo de pessoas que sempre cultivaram plantas em casa e que viu no estilo novas possibilidades de cultivo de plantas de outras espécies no ambiente residencial. Portanto, antes de cultivar as plantas com o propósito de seguir o movimento é importante observar algumas recomendações abaixo:

1. COMPREENDER A NECESSIDADE DAS PLANTAS

O primeiro passo para quem deseja ter uma floresta particular é compreender as necessidades das plantas. Cada planta possui suas particularidades seja em maior ou menor grau com relação a quantidade de luz (direta ou indireta), ventilação, adubação e rega correta. Então, como não existe uma regra única de cuidado todas elas precisam de atenção constante e comprometimento e, para isso é fundamental dedicar um pouco de tempo para alcançar os resultados esperados.

2. DEFINA O AMBIENTE E O LOCAL ONDE SERÁ COLOCADA A PLANTA

Esse item considera em quais condições a planta ficará exposta. Iluminação e ventilação são essenciais em qualquer caso, no entanto, a incidência solar faz diferença, pois cada tipo de planta tem exigências específicas. A área disponível onde vai colocar a planta também interfere no desenvolvimento, se por acaso o lugar for pequeno, escolher plantas de pequeno porte para obter a melhor disposição ao invés de uma única planta de grande estrutura.

3. DÊ PREFERÊNCIA PARA PLANTAS DE SOMBRA

Há plantas para todos os gostos e necessidades. Algumas espécies consideradas de sol precisam de exposição prolongada ou até contínua aos raios solares. Estas são mais indicadas para a sacada e varandas, caso o local receba a incidência direta da luz solar.

Já as de sombra se dão bem apenas com a incidência indireta da luz solar. Só de abrir as cortinas e janelas já é o suficiente para que se desenvolvam. Este tipo de planta é muito utilizada em jardim vertical interno e na decoração de interiores devido ao regime de menor incidência de luz. A boa notícia é que há muitas opções disponíveis de plantas de sombras e todas garantem belos resultados. Entre as indicadas estão a samambaia, cactos, suculentas, cróton, espada de São Jorge, costela-de-adão, árvore-da-felicidade, palmeira-leque, iuca, zamioculcas, peperômia, ciclanto, camedória-elegante, palmeira ráfia, maranta, jibóia, entre outras.

4. PENSE NA RESISTÊNCIA DAS ESPÉCIES

A resistência da planta é um ponto que merece destaque. Se o morador não tiver muito tempo para dedicar às plantas ou se quiser algo prático, fuja das plantas consideradas sensíveis. O melhor é recorrer às resistentes, já que a manutenção é menos intensa. As mais indicadas são as suculentas e os cactos que exigem menos cuidados e por precisarem de menor frequência na irrigação. Conforme foi dito toda planta precisa de atenção, portanto é recomendado sempre que puder verificar se as folhas estão na cor que deveriam, se há indícios de alguma praga ou se é preciso mudar a adubação.

5-TENHA MAIS FOLHAGENS E MENOS
FLORES

Quando se fala em criar uma floresta urbana, é comum logo pensar em folhagens, em árvores vistosas e muito verde — na tendência Urban Jungle não é diferente as folhas verdes são as protagonistas. Então, dê preferência para composições e espécies que apresentam essa característica prioritária. Quanto as flores elas são bem-vindas, porém, devem ser usadas pontualmente apenas dando um toque de cor na selva. A dica é selecionar mais verde do que o colorido das flores.

6- APOSTE NA DIVERSIDADE

Pense em uma floresta tropical de verdade e terá uma das características marcantes desse Estilo Selva diverso e repleto de variedade. As plantas surgem em diferentes formas, tamanhos e cores. Então, para mergulhar na abordagem de Urban Jungle, vale pensar de maneira semelhante. Apenas fique atento para criar uma composição harmônica. O ideal é que todos os elementos conversem entre si, pois é isso que ajuda a estabelecer um visual marcante pelos motivos certos.

QUATRO OPÇÕES PARA INSERIR PLANTAS DENTRO DE CASA

1-UTILIZE O ESPAÇO DA SACADA OU DA VARANDA

A sacada ou varanda é um local ideal para abusar das plantas. Se houver a incidência adequada, elas ainda podem ser do tipo que gosta de sol. O importante é que nesse ambiente elas recebem a luminosidade e a ventilação necessárias, o que ajuda a garantir um bom desenvolvimento.
Além de posicioná-las no local correto, é preciso pensar na melhor disposição. Considere qual é a área disponível e, a partir disso, selecione os elementos que ficarão expostos. Se a varanda tiver um bom espaço, pode apostar em uma composição de vasos no piso e mesclar com plantas suspensas e jardim vertical.

2-FIQUE DE OLHO NOS VASOS PENDURADOS

A utilização de vaso suspenso é mais uma opção na decoração. Mas, é preciso ter alguns cuidados para que o resultado não cause problemas extras como ficar atento à altura onde houver circulação, deixando o vaso suspenso numa altura maior que o tamanho médio de uma pessoa, para evitar impactos e acidentes. Outra dica é utilizar o vaso suspenso autoirrigável isso evita o aparecimento de goteiras, o que ainda impede a sujeira no espaço seja na varanda ou dentro de casa.

3-INVISTA EM SUPORTES ELEVADOS COM DIFERENTES ALTURAS

Essa solução consiste em adotar suportes elevados organizando os vasos em diferentes alturas, sendo esta opção uma excelente ideia para quem não pode ou não quer usar vasos suspensos, mas, que deseja compor de forma diferente as plantas no ambiente. Esses suportes pode ser prateleiras e até estantes.

4-CRIE UM JARDIM VERTICAL

É quase impossível falar de Urban Jungle sem citar o jardim vertical. Essa é uma opção que aproveita o espaço da melhor maneira e ainda ajuda a criar uma parede verde muito especial. Tendência em boa parte dos projetos com essa pegada, pode ser elaborado no imóvel, desde que algumas características sejam observadas.

Quanto à estrutura, não faltam opções. Essa solução vai de modelos mais simples ao mais tecnológicos. A proposta de Urban Jungle, é algo que tem tudo a ver com a sustentabilidade então é possível usar pallets, suportes ripados ou treliçados e até canos de PVC. O primeiro aspecto é o lugar escolhido. É indispensável que tenha luz e ventilação para que as plantas vivam. Também é indicado recorrer às plantas com cuidados semelhantes — ter todas de sol ou todas de sombra garante que elas estejam sempre bonitas e vistosas.

Já sobre os cuidados com a rega, há duas possibilidades principais — mas isso tem que ser definido com antecedência. “Ela pode ser manual ou automática. Para os jardins menores a irrigação manual funciona muito bem, mas para paredes grandes o ideal é optar pelo sistema de irrigação automático, neste último caso necessita recorrer as casas do ramo de jardinagem. Outra observação importante é com relação a parede onde vai ficar o jardim vertical que precisa primeiro passar por uma impermeabilização para evitar infiltrações. Com relação ao piso precisa ter uma solução de escoamento da água no local ou no próprio sistema ter uma calha para coleta da água da rega conectada a um dreno.

Outros aspectos para compor o ambiente urban jungle

1- USE A COR VERDE NA DECORAÇÃO

Uma das principais marcas do Urban Jungle é a adoção de verde na decoração. Em contraste aos tons frios e neutros que surgem na cidade, essa nuance adiciona vida e faz com que o lugar se torne mais interessante. Podendo ser uma pintura na parede, um revestimento na cozinha ou adicionar o tom em outros componentes da decoração como no mobiliário, adornos decorativos e na estampa dos tecidos.

2 – APOSTE EM OBJETOS DECORATIVOS COM A TEMÁTICA NATURAL

Você pode incrementar a sua decoração Urban Jungle com uma composição de quadros com temática que pode variar de fotografia de paisagem, desenhos de plantas ou árvores, estampa com letreiro e ainda quadros com pintura ou desenhos no estilo geométrico colorido. Outra opção é usar elementos decorativos na parede em diferentes formatos com acabamento em madeira natural como suporte de plantas valorizando ainda mais a decoração. Cestos e puffs em palha ou sisal e vasos e esculturas em cerâmicas complementam o estilo natural.

3- USE MÓVEIS PRODUZIDOS COM MATERIAL NATURAL E SUSTENTÁVEL

O estilo Urban Jungle não consiste apenas em usar plantas na decoração, materiais que remetem à natureza, como linho, palha, madeira e bambu, também ajudam a compor o ambiente. Uma forma prática de incluí-los é no mobiliário por meio de centro de mesas, mesa de canto, cadeiras, poltronas, aparadores, racks, entre outros. Móveis de madeira são clássicos, mas também há outras opções versáteis como pallets e madeira de pínus que também são muito utilizados na decoração Urban Jungle, além dos móveis em bambu e rattan.

4- ESTILO URBAN JUNGLE NOS QUARTOS

Pelas imagens vistas, de ambientes que seguem a tendência Urban Jungle percebe-se que a maioria das plantas, preferencialmente, ficam nos ambientes de convívio social. Mas, você sabia que também é possível adotar a proposta nos quartos? Mesmo que os cômodos sejam um pouco reservados, eles podem entrar na tendência de forma fácil basta apostar em roupas de cama, recorrer as almofadas com tecidos de cor verde ou de folhagem e soluções de decoração como o papel de parede ou pintura para levar a natureza diretamente ao cômodo do repouso. Porém, o estilo é livre e não faz distinção entre ambientes. Portanto, será comum encontrar quartos repletos de plantas e seguindo a tendência de selva urbana. Vai do gosto e do amor pelas plantas do morador.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A decoração no estilo urban jungle vai muito além da estética e tem a ver com o estilo de vida das pessoas. Como não existe uma formula pronta vai do interesse e do tempo que o morador dispõe para cuidar das plantas. Isso permite escolher as espécies ideais para quem viaja muito ou para quem tem uma disponibilidade maior para cuidar dos vasos todos os dias. Quem deseja ter uma floresta particular em casa está buscando uma forma de obter bem-estar e disposto a desenvolver um novo hobby impulsionado pela tendência. E, falando em tendência tem tudo a ver com a nova geração e seu interesse por elementos naturais e pela sustentabilidade. O que indica que o estilo vai ter vida longa, sobretudo, com as preocupações com o meio ambiente que vem movimentando uma onda de arquitetura biofílica.

Instagram: @arquitetakarllamenezes
E-mail: Karllamenezes.arq@gmail.com

TAGS: FLORESTA URBANA, URBAN JUNGLE
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Josifovic, Igor e Graaff, Judith de. Urban Jungle: Living and Styling with Plants (2017). Editora. Callwey

Josifovic, Igor e Graaff, Judith de. Plant Tribe: Living Happily Ever After with Plants (2020) Editora Abrams

Abdel, Hana. “Principais tendências mundiais no paisagismo de interiores” [Green Interiors Trends From Around The World] 07 Mar 2021. ArchDaily Brasil. (Trad. Libardoni, Vinicius) https://www.archdaily.com.br/br/957924/principais-tendencias-mundiais-no-paisagismo-de-interiores ISSN 0719-8906

Equipe ArchDaily Brasil. “Biofilia na arquitetura: estratégias naturais em interiores e exteriores” 30 Jan 2021. ArchDaily Brasil.https://www.archdaily.com.br/br/955529/biofilia-na-arquitetura-estrategias-naturais-em-interiores-e-exteriores ISSN 0719-8906

O que é Urban Jungle? Confira 9 dicas úteis para criar um ambiente encantador

https://www.uol.com.br/nossa/reportagens-especiais/mania-urban-jungle-loucos-por-plantas-levam-a-selva-para-dentro-do-ape/#cover

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O que é cringe e por que só se fala sobre isso nas últimas semanas; descubra quão cringe você é

Sou Sabrina, tenho 27 anos e, sim, usei calça skinny, sandália Melissa com meias coloridas, batom Snob da Mac e dançava É O TCHAN! Ah, e ainda mando emojis nas conversas, rio com “hahaha” e falo “boletos”. Se até aqui você se identificou com alguma dessas coisas que citei, seja bem-vinda ao mundo cringe.  

Vem comigo descobrir o tão cringe você é.

CRINGE é a palavra do momento nas redes sociais. Mas, afinal Sabrina, o que é cringe?

A gíria cringe vem do inglês e em uma tradução livre, podemos traduzir como algo vergonhoso, brega ou antiquado. A gíria é muito utilizada por jovens considerados “geração Z”, nas redes sociais. 

O termo ganhou ênfase no Twitter, entrando para os assuntos mais comentados do dia no Brasil e entre os 50 termos mais pesquisados do Google, após uma publicação feita pela podcaster Carol Rocha em seu Twitter, no qual perguntava sobre o que os jovens da Geração Z “acham um mico” nos Millenials. Na sequência, ela comentou: “acho q falar mico já passou, é cringe né?”. 

Antes de tudo, vamos entender os termos: Geração Z pessoas com menos 25 anos; Millenials com mais de 25 anos.

Então, se você passou dos 25 anos vai ficar em choque com o que a geração Z acha “brega”, ou melhor, cringe.

O post com milhares de respostam apontaram que ouvir Sandy & Junior, usar emojis nas conversas e até tomar café da manhã (oi?) é coisa de gente velha (nota desta colunista: ainda passada que a “galera” mais nova acha fora de moda tomar café da manhã. Como conseguem? Eu não vivo sem meu pãozinho com manteiga de manhã). 

Então, resolvi trazer um top 5 de beleza e moda para saber o quão cringe você é.

5 – Calças de cós baixo

As calças de cós baixo são consideradas tão cringes quanto gostar de Friends e ter lido Harry Poter.

4 – Sapatilhas bico redondo

As clássicas sapatilhas de bico redondo davam um chame no look desde o mais formal para ir trabalhar até a saída com as amigas.

3– Unha francesinha – 

Acreditem, unha francesinha é cringe. Quem aí não viveu o momento das nail artes, unhas desenhadas ou adesivadas que eram o sucesso nos anos 2000?

2- Cabelo penteado de lado.

Pentear o cabelo de lado é considerado ultrapassado para a Geração Z, tanto quanto falar boletos e ouvir Raça Negra. O penteado mais usado pelos “jovens” são os repartidos ao meio e mais despojados. 

1 Calça skinny – 

Como assim calça skinny é cringe?? Tenho certeza que foi a pergunta que você se fez neste momento hahahaha – ah, para eles, rir com “hahahah” é cringe, o certo é rir com “kkkk” -. É minha amiga, a geração Tik Tok não perdoou nem a palavra “litrão” imagina a calça skinny. As calças do momento são de modelos mais retas e largas como os modelos mom jeans, as calças skinnys são vistas como leggins ultrapassadas”.

Ao ler esta coluna, talvez você esteja pensando: como assim tudo isso deixou de ser moda em tão pouco tempo para uma geração? Bem, tudo na vida tende a ser cíclico. Com a moda e os comportamentos sociais não seria diferente. Quando éramos jovens – como aqueles que hoje denominamos “geração Z” – ríamos da moda das nossas mães ou alguém, sinceramente, nunca viu uma foto de um parente nosso do passado e riu das pochetes ou ombreiras que usavam em sua época das músicas e que eram sucesso? 

Mas uma coisa é certa: nessa briga de gerações, o que é moda, brega ou cringe, uma hora passa. A moda volta e novas tendências tornam o centro das atenções. A calça cós baixo, por exemplo, veio com uma forte releitura e foi muito usada no verão de 2020, na California, com uma modelagem mais solta e usada por nomes conhecidos da nova geração, como Kendall Jane e Hailey Bieber.

Essa foi a minha lista de alguns itens do mundo cringe. Me conta, qual do top 5 você já usou ?

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Blandelie: irmãs transformam talento em negócio artístico e vendem desenhos personalizados em Maceió

Melissa Nunes, 14 anos e Beatriz Nunes, de 21, são irmãs, moram em Maceió e uniram os seus talentos especiais para darem início a uma loja virtual para vender as artes personalizadas produzidas por Melissa: a Blandelie.

Melissa desenha desde criança, tendo preferência por retratos de pessoas. Beatriz é detalhista e ama as redes sociais. Juntas, elas pesquisaram e chegaram ao nome da loja virtual. E mais que isso: uma complementa a outra.

“Colocamos no dicionário de sinônimos palavras relacionadas a amor e coisas boas, uma das que apareceu foi ‘blandícia’ que significa ‘ato ou gesto de amor e ternura’ e é exatamente isso que nossos desenhos significam. Fizemos uma variação da palavra para encaixar melhor no nome da loja e se tornou Blandelie”, define Melissa Nunes.

A artista conta que já teve muitas ideias para empreender, mas nunca saíram do papel porque ela não tinha foco para administrar.

“No ano passado, juntei dinheiro e consegui comprar o iPad, que é uma ferramenta de desenhos que eu sempre quis ter. A partir dele, comecei a desenhar famosos, modelos, pessoas do Pinterest, mas era só por diversão. Com a chegada do Dia dos Namorados de 2021, uma amiga pediu para que eu fizesse um desenho para ela. Fiz e gostei muito do resultado. Conversando com minha irmã, percebemos que poderia dar certo se nos ajudássemos. Passamos vários dias nos organizando, comprando material, tudo com o investimento de nossos pais, criamos a conta no Instagram, o logo, o nome da loja, fiz alguns desenhos-base de amigas minhas e da minha irmã com o namorado para postar nas redes sociais e ter um portfólio. Deu super certo e começamos a ter as encomendas”, destaca.

Beatriz, a administradora da Blandelie, conta da junção com a irmã para empreenderem. “Por mais que ela sempre tenha desenhado e ame isso, nunca teve muito foco para abrir um negócio. Ela só gosta da parte artística. Administrar, organizar os pedidos, a parte financeira, do Instagram, ela nunca se interessou. Por isso, tivemos a ideia de nos juntarmos em uma sociedade que completava uma a outra. Agora, ela faz os desenhos, coisa que ela ama, e eu administro, cuido das redes sociais, da parte financeira e das encomendas”, assinala.

As empreendedoras são filhas da arquiteta Cris Nunes e do advogado Felipe Lins. A mãe conta mais sobre o processo de empreenderem e como tudo começou.

“Melissa não daria conta de fazer arte, conversar com os clientes, combinar os detalhes, postar nas redes sociais, fazer conta em banco, entre outras coisas. A ideia delas era fazer arte e ganhar dinheiro com isso para que não tenham que ficar pedindo aos pais. Quando Mel e Bia começaram a empresa, fizemos uma reunião de família, pegamos um caderninho, anotamos tudo: dia que a empresa foi fundada, os cargos, as porcentagens financeiras para cada uma. Meu marido e eu fizemos um aporte financeiro para ajudar, um empréstimo que elas vão devolver quando o caixa movimentar.”


Cris Nunes e Felipe Lins são só orgulho da união e desenvolvimento das filhas. “Nós, pais, adoramos ver o empenho delas. Mel muito dedicada, buscando fazer a arte o mais próximo possível das imagens que receberam dos clientes e a Bia super atenta em responder prontamente, passar as informações, perguntar se o cliente está satisfeito, fazer as operações financeiras, fazer a composição dos porta-retratos. Estou muito orgulhosa em vê-las com tanto capricho e dedicação, desde a embalagem até o processo de entrega ao cliente”, destaca a arquiteta.

Mais informações é só entrar em contato pelo instagram @blandelie.

*com informações da Assessoria

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Inspiradoras Interna Notícias

Única mulher a votar contra título para Bolsonaro, vereadora tem pedido de censura por outro colega: “Minha voz não será calada”

Durante a sessão ordinária virtual da Câmara de Vereadores de Maceió, nesta quarta-feira (25), a vereadora Teca Nelma (PSDB) teve o pedido de censura por parte de outro parlamentar, após chamar o presidente Jair Bolsonaro de genocida. A polêmica veio à tona durante a discussão da concessão do Título de Cidadão Honorário para o presidente Bolsonaro. O título foi aprovado com 16 votos favoráveis. Seis parlamentares votaram contra. 

Atualmente, a Câmara de Vereadores conta com quatro mulheres, mas apenas Teca foi contra o título. Ao proferir seu voto, Teca disse que “sem dúvidas e sem medo, eu digo não ao presidente genocida”.

Em seguida, o vereador Fábio Costa (que também é delegado) informou que solicitaria ao presidente da Câmara a censura da fala de Teca Nelma e disse que “talvez ela não saiba qual o significado da palavra genocida”.

Além disso, o vereador Fábio Costa afirmou que “irá oficiar à presidência da república e a Advocacia Geral da União, sobre a fala de Teca Nelma. “Vou solicitar a íntegra da fala dela e também vou oficiar o Conselho de ética daqui da Câmara, para saber se de repente a vereadora Teca Nelma não incorreu em quebra de decoro ao usar essa infeliz expressão na sessão de hoje”.

Atacada dentro da Casa por causa do gênero

Segundo a vereadora, essa não é a primeira vez que ela é atacada dentro da Casa por causa do gênero dela. Por ter 22 anos e ser a parlamentar mais jovem, muitas vezes, o conhecimento dela é colocado “em cheque”.

“Não foi a primeira vez que passo por isso, como vereadora. Sempre que eu profiro algo que não é comum aceito pelos vereadores homens dessa casa, a primeira palavra que eles falam é ‘não sei se a senhora sabe do que está falando’. Eu vim aqui eleita pelo povo, democraticamente. Eu tenho liberdade de expressão para proferir os meus posicionamentos. E não vai ser com ameaças de nenhum vereador que eu vou ter a minha fala cerceada”, disse a vereadora.

Ela também reforçou que não vivemos mais num período de ditadura militar para que a fala dela seja censurada.

“Nós podemos discordar em diversas coisas, mas eu jamais pedi pra ninguém aqui ser censurado. Fico triste em 2021 ainda estar aqui sendo pedido censura à minha fala. Eu tenho imunidade para proferir o meu discurso. Eu me sinto mais uma vez atacada nessa casa, por ter meu pedido de fala cerceado. Isso não vai acontecer. Eu vou estar sempre aqui defendendo a população de Maceió, que merece muito mais do que a votação desse título. E aqui, contem comigo, porque essa voz não vai ser calada por homem nenhum”, reafirmou a vereadora.

Vereador diz que não ameaçou colega

Nas redes sociais, através de um vídeo, o vereador Fábio Costa disse que não ameaçou a vereadora. “Apenas invoquei o artigo 292 do regimento interno da Câmara pelo fato de a vereadora ter se referido ao presidente como genocida. Defendo que nem ao presidente, nem a qualquer outro brasileiro, pode ser atribuída a expressão com caráter difamatório ou injurioso”.

Apoio à vereadora

Alguns vereadores saíram em defesa da vereadora Teca Nelma e reforçaram que ela tem imunidade para se expressar. “Não podemos permitir que isso se torne uma caça às bruxas”, disse o vereador Dr. Cléber Costa.

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Corpo de Bombeiros abre procedimento para apurar conduta de militar em apoio à vacina

O comando do Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBMAL) abriu um procedimento administrativo disciplinar contra a sargento Stephany da Silva Domingos após ela publicar um vídeo enaltecendo a vacina contra a covid-19. Ao Eufemea, a sargento contou que estava feliz porque ia ser vacinada e que não fez nenhuma referência política no vídeo que foi publicado nas redes sociais.

Nas imagens, a bombeiro está usando uma camiseta em que está escrito: “em terra de negacionismo, tomar vacina e enaltecer o SUS é um ato de revolução”.

“No dia da vacina eu estava muito feliz e eu resolvi gravar um vídeo porque era um momento importante. A minha intenção era enaltecer a vacina porque só ela pode nos tirar dessa situação”, afirmou.

Stephany voltou a reforçar que durante a vacinação não falou sobre político ou partido político. “Eu só falo ‘Viva a vacina'”.

A sargento também contou que está triste com toda situação e que está tendo desgaste emocional e financeiro. “Eu precisei contratar um advogado, estou tendo crise de ansiedade e sem dormir bem. 15 anos no Corpo de Bombeiros e nunca tive nenhum problema”.

Conforme o texto do procedimento administrativo que foi assinado pelo comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel André Alessandro Madeiro de Oliveira, a sargento gravou o vídeo dentro do estabelecimento militar, o que seria considerada uma transgressão grave.

De acordo com o estatuto do Corpo de Bombeiros, é considerada uma transgressão grave “discutir ou provocar discussões, por qualquer veículo de comunicação, sobre assuntos políticos, militares, ou policiais-militares, excetuando-se os de natureza exclusivamente técnica, quando devidamente autorizados”.

Em nota, o Corpo de Bombeiros disse que “assim como todas as instituições militares, é pautado na hierarquia e disciplina. O regulamento militar é de conhecimento de todos que fazem a corporação”.

Confira a outra parte da nota na íntegra:

Mediante denúncias encaminharas a corregedoria, o corpo de bombeiros
não pode ser negligente ou omisso diante de qualquer fato e tem o dever legal de instituir apuração dos fatos denunciados. O que está sendo apurado diz respeito a conduta militar.

“Como comandante, não faço juízo de valor sobre qualquer posicionamento da minha tropa. É meu dever solicitar que os casos que cheguem ao meu conhecimento passem por apuração, que não necessariamente vai resultar em punição. Não há juízo de valor, e todos os casos, seja de que lado for, são igualmente apurados. Repito: não se trata de punição ou juízo de valor, mas manter uma hierarquia da tropa para cumprimento de seu dever: ajudar a todos, sempre!”.

Leia Mais: Conseg abre procedimento contra militar que participou de ato contra Bolsonaro: “Talvez seja porque sou mulher e crítica ao Governo”

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Body shaming: por que o peso de uma mulher sempre vira assunto e ela é alvo de ataques?

Oii Bonitas, hoje vamos falar sobre um assunto muito importante e que nos últimos dias foi muito comentado nas redes sociais, o Body Shaming. Venham descobrir o que é esse movimento que mexe com a autoestima de muitas pessoas.

O body shaming significa, literalmente, “vergonha do corpo”. Ao contrário do que se possa imaginar, essa vergonha do corpo é causada não pela própria pessoa, mas sim, por terceiros em relação à sua aparência, por meio de comentários ofensivos, comparações maldosas e ataques preconceituosos com a aparência. Em geral, são ataques vistos comumente nas redes sociais.

Há alguns dias, a cantora Camilla Cabello, de 24 anos, foi fotografada de biquíni em uma praia de Miami, nos Estados Unidos. Esse simples fato, de uma mulher de forma natural e sem o “corpo perfeito” – aquele idealizado e cultuado por muitas pessoas de forma inalcançável e irreal, porém, cobrado por uma grande parte da sociedade machista e intelectualmente incapaz de enxergar que tais padrões não existem – vitimou a cantora, que passou a ser alvo de ofensas devido à sua beleza natural, pois sua forma física não agradou os olhares daqueles que ainda cultuam o “corpo perfeito”.

(Foto: The Grosby Group)

O que a cantora passou foram ataques de “Body shaming”.

Pois bem, a internet ainda é um dos lugares mais cruéis de disseminação do ódio gratuito. Como falei acima, o simples fato de uma mulher famosa estar na praia de biquíni, na sua forma natural; sem phostoshop, filtros ou edições, casou (e causa) ataques preconceituosos e ofensivos de forma gratuita – digo causa, pois Camilla não é primeira e, infelizmente, não será a última mulher a sofrer ataques pelo simples fato de expor seu corpo de forma natural na praia.

Temos os casos das atrizes e cantoras brasileiras Cléo Pires e Preta Gil que já foram vítimas diversas vezes desses ataques que questionam seus corpos. Tais ataques de body shaming vem associados a ataques “gordofóbicos” – Cléo passou por um processo de distúrbios alimentares e que acabou desenvolvendo compulsão alimentar fazendo com que ela engordasse.

Nesse processo, Cléo mudou a sua aparência física e foi muito criticada, recebendo ataques preconceituosos pelo ganho de peso. Em uma entrevista para o Fantástico, em 2019, Cléo falou sobre os ataques que sofreu pela sua aparência. “Não é normal você ser julgada por causa da aparência”.

Preta Gil também já foi alvo de vários comentários maldosos devido ao seu corpo. Em seu Instagram ela levanta a bandeira da importância do “body positive” e a luta contra esses padrões irreais de beleza impostos. Preta lançou uma coleção de biquínis e em uma das campanhas ela faz referência ao movimento do “corpo livre”. Em sua publicação do Instagram, ela postou uma foto sua toda editada e, na sequência, postou uma foto do seu real corpo, no qual escreveu. “Quem me vê hoje pode achar que eu sempre tive essa relação mais liberta com meu corpo, mas nem sempre foi assim. O processo de autoamor para mim e minha geração não foi fácil, sou de uma época em que não tinha outra alternativa a não ser o padrão. O único corpo possível era magro e sarado. Eu tentei me enquadrar nesses padrões, mas adoeci meu corpo e minha alma. Foi uma longa jornada até aqui.

Passei a me amar, amo meu corpo do jeito que ele é. Sei que a maturidade me ajudou, por isso eu digo e repito para você que é jovem, não perca seu tempo tentando se enquadrar em um padrão que só vai te adoecer. Busque se amar, se respeitar e enxergar a beleza em todos os tipos de corpos, inclusive o seu próprio!”.,

Foto: Redes Sociais

Vivermos presos na bolha da ilusão do “corpo perfeito”, além de nos punir diariamente com cobranças irreais, talvez, nos prive do mais importante: o autoamor. Digo isso, porque vivi uma experiência esta semana – que inclusive me inspirou a escrever este texto -, no qual vi que viver liberto de padrões irreais nos faça mais felizes do que imaginemos, mesmo que, para isso, ainda tenhamos que enfrentar os preconceitos escancarados pelos cantos dos olhos.

Essa semana eu fui ao shopping e me encontrava na parte de cosméticos de uma loja de departamentos. Enquanto escolhia uns produtos, se aproximou uma senhora que, sem qualquer vergonha, dizia estar no alto de seus 52 anos de idade (essa foi, talvez, a primeira coisa que me disse, antes mesmo de seu nome) e me pediu ajuda para escolher uma base, a qual não marcasse suas linhas de expressão, já que me dizia ser muito vaidosa com a aparência. Fui ajudá-la e, em um dado momento, ela pegou uma blusa dessas curtinhas de barriga de fora conhecida como cropped. Era bem estampado e curtinho. Ela o pegou nas mãos, olhou para a vendedora e disse “- Será que me serve? Achei lindo!”.

A vendedora disse que sim, mas percebi que naquele momento ela fez um julgamento negativo na escolha da cliente, por ser uma mulher de 52 anos comprando um cropped. Digo isso, pois no exato momento, a vendedora olhou para o lado e deu uma risada para colega de canto de boca, como a dizer “Ela ainda acha que é jovem para usar uma roupa dessas?”, como a dizer, ainda que sem essa intenção, que aquele corpo, já mais velho, não poderia ficar exposto por uma roupa tão aberta. O que quero contar com esse pequeno relato é que às vezes nós cometemos “body shaming”, gordofobia ou ataques preconceituosos de forma deliberada, como se fosse algo comum. 

Talvez, se vivêssemos a liberdade de não julgar o corpo alheio, não julgaríamos nosso próprio corpo e nossa forma de beleza, que tanto nos individualiza. Talvez, assim, nos aceitaríamos mais como esta jovem senhora de 52 anos que, naquele dia, – mesmo diante de julgamentos velados sobre suas escolhas -, saiu feliz da loja de departamentos, com um cropped na mão e uma base que esconderia um pouco de suas rugas. Talvez ela, na sua liberdade – que para muitos seria falta de senso de juízo com a própria idade – tenha a resposta para viver em paz com seu próprio corpo. 

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Estilo de vida Interna Notícias

Tendências que valorizam o hall de entrada adaptado como espaço de higienização

Dando sequência ao artigo anterior, onde enumerei alguns itens relacionados as tendências pós – pandemia, neste segundo artigo vou falar sobre o Espaço de higienização uma tendência forte em 2021.

Quem lembra de um móvel logo na entrada da casa que tinha espaços para deixar os guarda-chuvas, bengalas e cabideiros para pendurar chapéu, bolsa e casaco? Alguns modelos tinham um assento para retirada dos sapatos e quase todos possuíam um espelho na sua composição, geralmente na casa da vovó tinha um exemplar. Se você ainda não recordou, o móvel é mais conhecido por Bengaleiro ou Chapeleiro. Mas, calma! Não precisa correr atrás de um móvel desse só porque virou tendência.

CHAPELEIRO NO ESTILO COLONIAL

Até meados do século XX, no Brasil, o móvel era muito comum na entrada das casas. Mas, era também encontrado nos consultórios, escritórios e bibliotecas. Em qualquer lugar onde houvesse entrada de pessoas com o fim de permanecer num determinado tempo nessas instalações.

CHAPELEIRO NO ESTILO INDUSTRIAL

Outra curiosidade, é que existe o Ambiente Chapelaria que continua em uso em determinadas regiões do país, principalmente, em regiões frias. São encontrados nos restaurantes, boates, casas de shows, museus e outros estabelecimentos. Dessa forma, os clientes podem deixar os seus objetos pessoais nesse espaço enquanto desfrutam do ambiente com mais liberdade. Depois, na hora de ir embora, eles retiram os seus pertences de lá e não correm o risco de perder ou esquecer algo, por exemplo.

ENTRANCE HALL OU HALL DE ENTRADA
O que é entrance hall ou hall de entrada?

É a primeira coisa que se vê quando se entra numa casa ou ambiente que antecede a entrada principal da residência. Pode apresentar variados formatos em planta e decoração diversa, de luxuosa a despojada. Hoje em virtude da exigência de higienização, o HALL DE ENTRADA voltou a ter destaque na decoração no Brasil. O interessante é que deixamos este espaço cair no esquecimento por algumas décadas devido ao nosso clima ameno. O que nunca aconteceu nos países que têm invernos rigorosos, pois entrar em casa com botas e casacos cobertos de neve ou molhados de chuva é um verdadeiro transtorno.

O HALL DE ENTRADA neste momento atual ganha outra função de Ambiente de Descontaminação e não apenas de “Chapelaria” atrelada ao conceito do móvel que já existiu no passado, onde as pessoas apenas colocavam os objetos e acessórios do vestiário vindo da rua.

Já o hábito de não entrar com sapatos em casa sempre existiu para algumas pessoas mais preocupadas com a higienização ou influenciadas por hábitos trazidos do Oriente, principalmente do Japão. Como todos já sabem os sapatos trazem sujeiras da rua e uma infinidade de organismos indesejáveis como as bactérias, vírus e fungos. Então, para evitar contaminação em nossa casa significa tirar os sapatos logo na entrada.

Com o surgimento do COVID-19, o hábito de não trazer possível contaminação pelo vírus através de sapatos, roupas e objetos já foi incorporado no nosso dia a dia. Portanto, um comportamento que certamente vai prevalecer mesmo após o controle da pandemia, serão os cuidados com a higiene e a proteção de nossas casas.

Foto: Hall de entrada casa japonesa

OBJETIVOS DO HALL DE ENTRADA:

1-HIGIENE
Deixando os calçados e objetos no hall de entrada evita a proliferação de micro-organismos vindos da rua. Além de, não sujar a casa com calçados carregados de terra, areia e outras sujidades. Dessa forma, impedindo que a sujeira se espalhe por todos os cômodos.

2-FUNCIONALIDADE
A chapelaria torna o hall de entrada bastante funcional. O espaço fica extremamente útil. Além do mais, é possível combinar a funcionalidade com a estética, investindo em móveis e acessórios bonitos para o seu hall de entrada.

3 – ORGANIZAÇÃO
A sua casa ficará muito organizada com uma chapelaria. Além de não deixar os objetos espalhados, será mais fácil encontrá-los quando eles forem necessários.

MODELOS DE HALL DE ENTRADA ATUAL

Nesta solução, apenas um aparador foi utilizado. Na parte superior do móvel junto da decoração ficaram as soluções de higienização. Nas prateleiras inferiores ficaram os calçados. Na parede os discos de madeira são cabideiros fazendo uma composição contrastando com a pintura escura da parede. Dando o toque decorativo e ao mesmo tempo funcional.
Na imagem ao lado, um banco foi suficiente para compor a área de higienização fazendo também a função de aparador. E, os cabideiros que devem ser ganchos complementam deixando a estética por conta dos acessórios pendurados.

ITENS QUE NÃO PODEM FALTAR NO SEU HALL DE ENTRADA

BANCOS
Ter um banquinho na chapelaria pode ser útil para que as pessoas sentem para botar ou tirar os calçados com mais facilidade antes de sair ou entrar em casa.

SAPATEIRAS
Nas chapelarias, as sapateiras servem para acomodar os calçados usados com mais frequência pela família. Elas também podem guardar os chinelos e as pantufas usadas para ficar em casa

TAPETE SANITIZANTE
Alguns modelos de tapetes sanitizantes são divididos em duas partes. Em uma delas, você despeja produtos para limpeza, como álcool ou água sanitária, e esfrega os sapatos. Depois, basta passar os pés na outra parte seca antes de entrar em casa. Os animais de estimação não devem ter as patinhas limpas com estes produtos – confira a maneira correta indicada por uma especialista para higienizar o seu bichinho ao voltar da rua.

ARARAS, CABIDEIROS E GANCHOS
Araras, cabideiros e ganchos são bem importantes para pendurar casacos, jaquetas, bolsas, mochilas, chapéus, bonés e outros itens. Tudo fica muito mais organizado com esses acessórios.

ESPELHOS

Com ele, é possível dar uma última olhada no look antes de sair de casa, ajeitar o cabelo, retocar a maquiagem, etc.
Além disso, os espelhos dão uma sensação de amplitude para os ambientes, o que pode ser bem interessante para os espaços pequenos como o hall de entrada.

APARADORES
Os aparadores são excelentes opções para otimizar e decorar o espaço. Podem comportar objetos decorativos como vasos ou caixinhas para pequenos objetos. Mas, principalmente dispor de produto de higienização como o álcool em gel 70% e um pacote de lenços umedecidos, entre outros itens de descontaminação.

HALL DE ENTRADA X VISITANTE

Um dos desafios do momento é receber com segurança. Então, vocês devem está se perguntando o chapeleiro é apenas para os moradores da casa ou eu devo também direcionar a visita para cumprir todo o ritual? Sim! Você deve direcionar a sua visita a se higienizar e a retirar ou proteger os sapatos na área de higienização pois, se trata da proteção e saúde do seu lar.

Então, como devo fazer para a visita não adentrar de sapatos em nossa casa sem ser indelicado.

O HALL DE ENTRADA serve para você se comunicar com quem chega. Logo, o ambiente decorado pode atrair o olhar da visita para a chapelaria e, de forma descontraída e voluntária, incentivar a visita a cumprir os mesmos hábitos de higienização praticados pelos moradores da casa.

Você pode disponibilizar ao visitante os protetores de pés tipo “propés” que são descartáveis. Como também, álcool 70%, lenços umedecidos entre outros itens. Desde que, tudo se encontre visivelmente arrumado com um toque decorativo sobre um aparador ou prateleira em uma bandeja ou cesto organizado de forma criativa e bonita.

Minhas observações finais com relação ao hall de entrada é que você deve preservar a circulação para garantir a funcionalidade da chapelaria. É necessário manter uma rotina de limpeza e organização no máximo semanalmente. Uma boa ideia é apostar em revestimentos que sejam fáceis de limpar, tendo em vista que o ambiente exige higienização constante. Delimite e priorize esse ambiente como o cantinho de higienização tanto para quem mora como para quem chega.

Instagram: @arquitetakarllamenezes
E-mail: Karllamenezes.arq@gmail.com
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Chef de cozinha empreende na pandemia e aposta em venda de doce francês: “Algumas pessoas acham que isso não é profissão”

Foi após ficar desempregada durante a pandemia que a assistente social Alana Soriano decidiu iniciar algo que ela tinha vontade de fazer, mas que estava adiando: empreender no ramo de gastronomia em Maceió. Além de assistente social, Alana também é chef de cozinha e abriu em julho de 2020, a A.S Macarons. Ao Eufemea, Alana contou a trajetória da empresa e os principais desafios que ela encontrou no meio do empreendedorismo.

Para começar a trabalhar com macarons (doce clássico francês), Alana fez uma pesquisa de mercado, estudou muitas possibilidades na área da confeitaria, que foi a área em que começou a se especializar com cursos no fim de 2019 e início de 2020, e encontrou a oportunidade na parte de Parisserie com a criação exclusiva de macarons. 

Ela contou ao Eufemea que no início do negócio, muitas pessoas perguntaram por qual motivo ela trabalharia exclusivamente com esses doces. “Afinal, esses doces demandam muito tempo, dedicação, comprometimento, atualizações”. Tudo isso, segundo ela, para que eles sejam entregues da forma mais correta e deliciosa possível.

Foi um verdadeiro mergulho no mundo dos macarons. “Fiz especializações e cursos. É algo que faço com uma produção 100% caseiro e artesanal”, disse.

Macarons que foram feitos para o Dia dos Namorados.

Até maio deste ano, Alana estava realizando apenas a produção dos macarons, mas no final do mesmo mês ela recebeu a oportunidade de voltar a trabalhar na assistência – sua primeira formação foi em serviço social -, e tem encarado mais essa etapa dividindo seu tempo entre os macarons e o novo trabalho.

Na produção dos macarons, Soriano trabalha sozinha, mas hoje em dia ela tem uma parceira que a ajuda na produção de conteúdo para as mídias sociais.

Ela disse que atualmente, a sua maior renda vem dos macarons. “Com a organização e planejamento todo tenho conseguido me manter”.

Falta de reconhecimento e empreendedorismo feminino

O maior desafio de Alana foi a falta de reconhecimento por parte da sociedade como uma empresa de verdade. “Uma empresa que demanda planejamento, tempo, dedicação dentre tantos outros atributos importantes para se consolidar uma marca/empresa no mercado”.

E não só a falta de reconhecimento. Segundo Alana, por ser mulher, ela ainda sofre hostilidade principalmente de pessoas mais experientes. “Até clientes que acham que o que eu faço não é profissão”, comentou.

De acordo com Alana, mesmo com essa falta de visão de que a empresa dela é um negócio legitimo, ela usa do bom humor nas redes sociais para desmistificar alguns desses pensamentos e desabafar de forma mais leve.

Com isso, Alana tem recebido bons feedbacks de muitas outras empresárias do Brasil inteiro do ramo da confeitaria e gastronomia no geral. 

Paixão é o segredo

Quando questionada sobre o que a motiva, Alana conta que é “a paixão pelo que faz”.

“Passei anos trabalhando em locais que não me identificava e hoje posso ter o privilégio de fazer algo que amo. Ter a minha renda através dessa paixão e conseguir transmitir um pouco desse amor pelos macarons, pela confeitaria e pela gastronomia aos meus clientes/macaronlovers é impagável”, afirmou.

E deixa um recado: “Acreditem, foquem em seu objetivo, estudem, se especializam, comecem aos poucos. Não se submetam às expectativas de pessoas que não entendem o que é importante para vocês, se apoiem e busquem ajuda de pessoas que te amam e querem seu bem, de mulheres que entendem a sua luta e estão dispostas a te ajudar e ficam felizes com sua vitória”.

Para Alana, as coisas vão acontecendo a medida que o sonho é amadurecido.

“Não é fácil, longe disso. Às vezes nos sentimos sozinhas, muitas vezes queremos desistir, mas a diferença é que correr atrás de algo que você ama e pelo o qual você se dedica mostra que no final das contas, mesmo com todo o suporte positivo que você tem, apenas você poderá controlar o que acontece”.

E complementa: “Lembrem que sucesso hoje em um negócio não se contabiliza pelo número de seguidores em uma página, mas pela quantidade de pessoas que você consegue fidelizar e conquistar ao longo da caminhada. São eles que vão te ajudar a conquistar o mundo”.

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Major Josiene é a primeira mulher a comandar o BPRV em Alagoas; batalhão foi criado em 2003

Foto: Ascom PM/AL

A solenidade de passagem do comando do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv), do tenente-coronel Everaldo Liziário à major Josiene Lima foi considerado um marco nesta quarta-feira (16). É a primeira desde a criação do BPRv, em 2003, que uma mulher comandará a Unidade Especializada.

A Comandante

Nascida em Penedo, em Alagoas, a major Josiene Lima incorporou na PMAL em 05 de março de 2001, fez o Curso de Formação de Oficial na Academia de Polícia Militar Arnon de Mello (APMSAM), e foi declarada aspirante-a-oficial em 12 de dezembro de 2003.

Fez o mestrado profissional em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública no Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais na Academia do Barro Branco da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

É graduada em Relações Públicas pela Universidade Federal de Alagoas; especialista em Comunicação Empresarial pelo Centro de Ensino Superior de Maceió; em Gestão da Comunicação e Marketing Institucional pela Universidade Castelo Branco; em Comunicação Social e em Coordenação Pedagógica, ambos pelo Centro de Altos Estudos do Exército Brasileiro.

Foi Chefe do Núcleo de Relações Públicas e Ações Sociais da Assessoria de Comunicação da PMAL, serviu no 5º BPM e no Batalhão de Eventos (BPE), assumiu o cerimonial do Tribunal de Justiça de Alagoas, foi Ajudante de Ordens do Comando Geral da PMAL, Diretora da Divisão Técnica do Colégio da Polícia Militar, Chefe da Seção Técnica de Ensino do CFAP, Diretora da Divisão Técnica da APMSAM e Subcomandante do CFAP.

A mulher na Briosa

O primeiro passo na trajetória da figura feminina na PM de Alagoas foi em 1988. As pioneiras ao oficialato foram enviadas para se qualificarem nos estados de Pernambuco e Minas Gerais, retornando no ano de 1990 para exercerem suas funções na segurança pública.

À época, ainda não havia Academia de Polícia em Alagoas. Já em 1989, um grupo de 35 mulheres finalizou o primeiro Curso de Formação de Soldados Femininos (CFSd Fem) e outras 11 guerreiras concluíram o de Formação de Sargentos Femininos (CFS Fem). Era a primeira vez que cursos, neste formato, ocorriam em terras alagoanas — tornando-se um marco na história da Corporação.

Atualmente a PM-AL possui 1.133 policiais femininas na ativa, incluindo as que estão de licenças, à disposição de instituições ligadas à Segurança Pública e também as que estão distribuídas no policiamento ostensivo e na atividade administrativa em todas as áreas da Corporação. Esse total representa aproximadamente 15,4% do efetivo total.

Além da Major Josiene, que está à frente do BPRv, há também outras mulheres em cargos de comando na PM de Alagoas.

Como por exemplo, a major Danielle Assunção e a tenente Priscila Cavalcante, que chefiam as patrulhas Maria da Penha de Maceió e Arapiraca, respectivamente, inclusive com bons resultados contra a violência doméstica, e a Capitã Danilva, comandante da 3ª CPM/I, sediada em Paripueira.

*com Assessoria da PM

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Nudez e exposição dos corpos femininos: empoderamento ou objetificação?

Cresce nas redes sociais a ideia de que a hipersexualização e exposição dos corpos femininos estariam atreladas a formas feministas de empoderamento. São corpos que fazem parte de um padrão de beleza, com poses pensadas para esconder qualquer tipo de “defeito” (vide várias blogueiras ensinando como fazer fotos escondendo barriga, celulite, aumentando os seios, etc).

Esses corpos tidos como padrões invisibilizam uma nudez natural e uma discussão sobre body positive. “Meu corpo, minhas regras” virou um jargão feminista de marketing. Enquanto o Feminismo Liberal – libfem – prega que nudez é empoderamento, a sociedade, e até nós mesmas, objetificamos corpos femininos, aceitando as formas de dominação do capitalismo e do patriarcado.

Afinal, a indústria da beleza lucra com a ideia de que precisamos expor corpo cada vez mais perfeitos. Além disso, enquanto acreditamos que estamos exercendo nossa liberdade de fazermos o que quisermos com nossos corpos, reproduzimos uma hierarquia de poder onde nossa nudez é lucrativa tanto para homens quanto para a indústria pornográfica no geral.

A coisa se complica ainda mais quando vemos que, cada vez mais cedo, crianças e adolescentes estão expondo seus corpos sobre o manto do empoderamento e feminismo quando, na verdade, estão alimentando a pedofilia (por exemplo, Mel Maia).

Triscila Oliveira, uma escritora e ciberativista negra, explica bem quando diz que empoderamento não é nudez, até porque nossa nudez é lucrativa. Ela vai mais além, nudez de um padrão racista e excludente só serve para invisibilizar corpos e vivências pretas.

Empoderamento é sobre mover estruturas, assim como o feminismo é sobre luta e não sobre fotos mostrando os seios e a bunda. Empoderamento é questionar padrões de beleza, poder decidir sim o que fazer com o próprio corpo, mas sem reforçar toda uma estrutura machista, racista e classista de poder.

“Meu corpo, minhas regras” não é uma frase de empoderamento, é uma ideia individualista que o capitalismo se apoderou e transformou em um jargão de marketing. Você pode até achar que está sendo livre, mas o feminismo não gira em torno de escolhas pessoais, feminismo é sobre mover política e socialmente estruturas.